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Projeto leva educação ambiental sobre o Pampa às escolas

Divulgação Unipampa - Ação educativa aproxima estudantes do bioma onde vivem

A cartilha “Bioma Pampa, Nosso Lar” está levando educação ambiental para crianças da rede municipal de ensino de Bagé, com o objetivo de valorizar a biodiversidade local e despertar uma consciência ecológica desde a infância. A iniciativa integra o projeto homônimo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura de Bagé, com apoio da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), e foi criada pela veterinária e zootecnista Anne Fagundes.  

A inspiração para a cartilha surgiu da experiência de Anne em visitas a escolas da cidade, onde percebeu o desconhecimento dos alunos sobre o bioma Pampa. Em contraste com o reconhecimento imediato de outros biomas como a Amazônia e o Pantanal, o Pampa era quase desconhecido pelas crianças. Isso motivou a criação de um material que resgatasse a importância do bioma presente no cotidiano dos estudantes.  

Com linguagem acessível, ilustrações e conteúdos interativos, a cartilha apresenta a fauna e a flora regionais, explica o papel do Rio Camaquã e aborda temas como animais ameaçados e a diferença entre animais domésticos e silvestres. A ideia é gerar um sentimento de pertencimento e respeito pelas características únicas da região. Anne destaca que a vegetação típica do Pampa, embora discreta, é rica em vida e merece atenção.  

O material serve como base para palestras semanais ministradas nas escolas municipais, voltadas a alunos do 4º e 5º anos. Mais de dez instituições já foram contempladas, e o projeto pretende alcançar toda a rede. A primeira apresentação ocorreu na Escola Fued Kalil e a próxima está prevista para a Escola Antônio Sá, no bairro União.  

Além de transmitir conhecimento, a cartilha também representa um elo entre a formação acadêmica da autora e sua atuação comunitária. Com o apoio institucional da Unipampa, onde Anne se graduou, o projeto reforça o compromisso com a educação e a sustentabilidade. Para ela, a mensagem principal deixada às crianças é clara: “não existe vida em um planeta morto” — e cabe a todos proteger o bioma que chamam de lar.  

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