Vida e obra de Glauco Rodrigues são retratadas em documentário
Publicado em 25/04/2013

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Foto: Divulgação/FS

Bruno Polidoro, Letícia Friedrich e Zeca Brito - produtores do documentário

Iniciou nesta semana, em Paris, as filmagens do documentário “Glauco do Brasil”, trabalho que retrata a vida e obra do pintor brasileiro Glauco Rodrigues. O artista está tendo sua obra exposta no novo espaço na École des Beaux-Arsts de Paris e a equipe do projeto está na capital francesa, desde segunda-feira, para registrar esse momento e fazer entrevistas.  
Nicolas Bourriaud, diretor da École Nationale des Beaux-arts de Paris, esteve no Rio de Janeiro, nos primeiros meses de 2012, e conheceu a coleção de quadros de Glauco que pertence a Gilberto Chateaubriand. Ela está exposta no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) e o diretor quis a arte de Glauco para compor um novo espaço na École des Beaux, em sua inauguração que acontece dia 24 de abril.  Bourriaud é um dos mais respeitados teóricos das artes na Europa e é um dos entrevistados do documentário.
A equipe do filme, que está em Paris, é composta pelo diretor Zeca Brito (também natural de Bagé como Glauco e chegou a conviver com o pintor quando criança e adolescente), a produtora Letícia Friedrich e o diretor de fotografia Bruno Polidoro. A viagem para Paris conta com o apoio da Maya Espaço Cultural de Bagé.
O filme ainda contará com entrevistas de amigos e personalidades que conviveram com o artista plástico como: Ferreira Gullar, Camila Amado, Gilberto Chateaubriand, Glênio Bianchetti, Luis Fernando Veríssimo, Roberto Pontual, Roberto Cabot e Norma Estelitta Pessoa, viúva de Glauco. O documentário tem previsão de estreia para o segundo semestre de 2014.

O Glauco de Bagé, do Rio e do mundo
Glauco Otávio Castilhos Rodrigues nasceu em Bagé, no ano de 1929, e morreu no Rio de Janeiro, em 2004. Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e cenógrafo, começou a pintar como autodidata em 1945. Alguns anos depois, passa a frequentar, com bolsa de estudo da Prefeitura de Bagé, a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio. Em 1951, funda o Clube de Gravura de Bagé, com Glênio Bianchetti e Danúbio Gonçalves. Nesse período, passa a residir em Porto Alegre e integra o Clube de Gravura da capital, fundado por Carlos Scliar e Vasco Prado. Em 58, o artista se muda para o Rio de Janeiro e, a seguir, passa a residir em Roma, de 1962 a 65. Ao retornar, participa de importantes exposições como Opinião 66, no Museu de Arte Moderna do RJ.
A obra de Glauco Rodrigues, no fim da década de 50, se aproxima da abstração, mas no começo dos anos 60 volta à figuração e começa a produzir sob o impacto da arte pop, tratando com humor temas nacionais, inspirando séries como Terra Brasilis, 1970, Carta de Pero Vaz de Caminha, 1971, No País do Carnaval, 1982, entre outras. Após o prêmio Golfinho de Ouro Artes Plásticas, do Governo do Rio de Janeiro, publica o livro Glauco Rodrigues, reunindo toda a sua obra. Em 1999, recebe o Prêmio Ministério da Cultura Cândido Portinari de Artes Plásticas.

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