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Vereadores têm que mobilizar deputados que apoiam
Publicado em 04/09/2019

Política

Foto: Anderson Ribeiro

Estrada se tornou simbolo da precariedade e de jogo político

Na edição de segunda-feira, o jornal Folha do Sul publicou reportagem sobre a famigerada obra de pavimentação que começou e parou da ERS-473. Essa é a estrada que liga Bagé a Lavras do Sul. Imprescindível recordar que o asfaltamento dessa via é esperado há mais de 30 anos. Ao longo desse tempo, o assunto só ficou no campo da verborragia política. Foi no governo petista de Tarso Genro que o asfaltamento de um trecho começou e parou na mesma gestão. E nessa situação permanece até hoje. Proselitismo político em cima dessa obra é que não faltou. Políticos de diferentes esferas partidárias usaram essa estrada como argumento para bate-boca e trocas de acusação. Os arquivos dos jornais estão ai com fotos dos políticos nessa estrada – basta pesquisar. Portanto, ninguém, mas ninguém de partido nenhum, tem moral para acusar adversários no que se refere ao asfaltamento dessa via. Só quem tem memória curta ou é mal-intencionado é que ousa apontar o dedo para o outro.
Em menos de 20 anos, várias audiências foram realizadas em municípios da região para tratar sobre essa estrada. Inclusive uma foi feita na Assembleia Legislativa, com a presença de lideranças da região.
Quem está “desenterrando” esse assunto agora é o vereador Antenor Teixeira (PP). Ele já se reuniu com o líder do governo de Eduardo Leite, na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes (PP), para tratar do tema. O progressista já havia falado do assunto na tribuna do Legislativo. A ideia era tratar dessa demanda durante a 42ª Expointer em Esteio. Na sessão ordinária de segunda-feira, Teixeira pediu o apoio dos colegas vereadores para que acionem os deputados que eles apoiam para que os parlamentares se somem a essa luta pelo asfaltamento da ERS-473. 
Há mais de 10 anos, a colunista conversava com o deputado estadual, hoje federal Alceu Moreira (MDB). Naquela ocasião, ao falar dessa estrada, o emedebista afirmou que tinha que haver pressão política.
Hoje, mais no que nunca, é importante lembrar que os dois poderes do Estado - Executivo e Legislativo - têm no comando duas lideranças da Metade Sul e que conhecem bem a realidade da região. Ou seja, mais do que nunca, é o momento oportuno para que essa demanda entre no radar das prioridades do Palácio Piratini. E isso começa pela base, ou seja, pelos políticos com mandato nos municípios da região.

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