Vamos passar o Brasil a limpo
Publicado em 03/07/2020

Política

O título acima eu primeiro ouvi ser aplicado por um dos grandes âncoras da televisão brasileira, Boris Casoy. Assim como, cada vez que anunciava uma ‘falcatrua’, completava com um jargão: “Isso é uma vergonha”. A disputa de beleza entre os três Poderes da República continua presente em nosso dia a dia. Tenho, para mim, que uma democracia vai se consolidando à medida que as instituições se manifestam. Ou operam dentro de suas atribuições. Nos últimos três meses, a bola da vez, é o debate entre coronavírus x economia. O confinamento social tem ou não, evitado a proliferação do vírus? Pelo que se observa, não. O fechamento dos meios de produção e comércio diminuiu o número de pessoas atingidas pelo vírus? Parece que não. Então, quem defendia o confinamento ‘apenas’ para as pessoas em áreas de risco, tinham razão? Também não está comprovado. O que está palpável é que o vírus está dentro das previsões de alguns cientistas. Com ou sem confinamento geral, seria maior a incidência, se o comércio não fosse proibido de abrir suas portas? Ninguém sabe, porque o vírus ainda está circulando e é pauta de debates. Agora, uma coisa é absolutamente certa: Os efeitos devastadores na arrecadação e no desemprego estão comprovados. O rombo nas finanças públicas e privadas, não tem quem conteste. O que acabou propiciando divulgação de números que são contestados seguidamente. Na realidade, a falta de divulgação sobre o número de mortes só mostra um lado. Tudo parece ser causada pelo coronavírus. Pois bem, em determinado momento, abriu-se a bandeira da desconfiança, quando o governador de Minas, ameaçou ‘exumar ‘os corpos para confirmar se ninguém mais morria de outras doenças’. Porém, o ‘pânico’ já havia atingido seus objetivos. E aí entrou a ‘politicagem’ barata. Este tema veio à minha mente a partir do momento em que o Judiciário de Brasília, atendendo solicitação do Ministério Público, decretou: “O governo do DF deve contabilizar apenas leitos de UTI operantes”. Isso quer dizer que, a matéria especifica que entre o número de leitos de CTI colocados à disposição, foram computados prédios sem os devidos equipamentos. O argumento usado pelo MP e acatado pela Justiça foi: “Acompanhamos diariamente a questão dos leitos públicos disponíveis na rede e percebemos uma considerável discrepância entre os números que são publicados oficialmente na sala de situação e aqueles registrados pelo Complexo Regulador do Distrito Federal”. Pois bem, é esperar pela resposta do governador Ibaneis. A matéria, com decisão judicial vai além, e isso é que me motivou a comentar: “Utilizar como base de cálculo para a taxa de ocupação apenas os leitos que efetivamente constam como disponíveis e realizar separadamente a taxa de ocupação para leitos pediátricos e divulgar, quanto à lista de espera para leitos de UTI, quantos são os pacientes confirmados ou suspeitos de covid-19”. Não é outra coisa que temos defendido neste e noutros espaços midiáticos. Tem que haver a divulgação da morte causada ‘por todas as doenças’ e não só coronavírus. Que isso seja seguido por todos os estados brasileiros. Aí sim, teremos a ideia real sobre o que está acontecendo na saúde dos brasileiros. Transparência, tá!
Ciência não para de pesquisar - com sucesso
Manchete de ontem, dia 2 de julho, traz alento às pessoas que estão vivendo sob o clima de “pânico”. Leia: “Vacina contra covid-19 a ser testada no DF tem resultados promissores”. A declaração foi feita pelo professor do Núcleo de Medicina Tropical, Gustavo Romero, da Universidade de Brasília. A  pesquisa sobre a imunização criada por uma empresa chinesa será coordenada pela Universidade de Brasília (UnB). A instituição aguarda a finalização das tratativas do Instituto Butantâ com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além de Brasília, os testes ocorrerão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A produção está a cargo da farmacêutica chinesa Sinovac Biotech e será testada em 12 centros de pesquisa do país, em nove mil voluntários. A imunização está na terceira fase, ou seja, é testada em humanos. Caso seja aprovada pelo Brasil, a empresa Chinesa Firmará acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial e fornecimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto os políticos discutem, sem nenhuma base científica, os cientistas trabalham. O resultado positivo já apareceu na China, e em outros países mais evoluídos. Em breve, aparecerão no Brasil. É o que todos querem. Concordam ou não? 

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