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Usuários dos coletivos opinam sobre construção do novo terminal no Calcadão
Publicado em 13/08/2019

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Foto: Mariana Muza

Passageiros estão preocupados com a falta de abrigo provisório

As obras de construção do novo terminal de ônibus no Calçadão geram expectativa aos usuários dos coletivos. Contudo, há uma preocupação da população pela falta de abrigo provisório, principalmente em dias de chuva. Conforme a edição de terça-feira passada do Folha do Sul, a obra, que iniciou no dia 6 de agosto, tem previsão de término em 90 dias. Devido aos serviços de construção, a parada dos ônibus mudou para 50 metros antes, em frente ao Edifício Ibajé. As obras, que estão sendo realizadas pelas secretarias de Gestão, Planejamento e Captação de Recursos (Geplan) e de Segurança e Mobilidade Urbana, irão contar com uma estrutura de aço com chapa de policarbonato, com proteção UV, o que permite o bloqueio de calor e raios solares; espaço com cerca de 50 assentos e vaga exclusiva destinada às pessoas com deficiência; iluminação, tomadas para recarregar os telefones celulares e sinal de Wi-Fi. 

A reportagem do Folha do Sul foi até o Calçadão para conversar com os passageiros. A funcionária pública Andressa Silveira, de 27 anos, ressalta que a iniciativa é boa e trará melhorias. “Se vai dar melhores condições à população, acho boa a iniciativa”, comenta. Entretanto, ela diz que falta comodidade na parada provisória, principalmente para idosos e mães com crianças de colo. “Muitas pessoas não têm condições de ficar em pé até o coletivo chegar”, enfatiza. 
As estudantes Eduarda Ferreira e Cristielen Lopes Silva, de 16 e 20 anos, respectivamente, ressaltaram que estão bem empolgadas com o novo espaço. “Acreditamos que vai ser ótimo”, relata Cristielen. Contudo, as estudantes destacam que uma fiscalização deve ocorrer devido aos vandalismos que podem ocorrer. “Será necessário pelo menos uma câmera para intimidar os vândalos”, acrescenta Cristielen. As jovens argumentam que seria bom se a ação alcançasse locais mais afastados da cidade. “Moramos no bairro Industrial, lá, por exemplo, há somente uma parada com abrigo”, conta Eduarda.

Para o metalúrgico Aroldo Martins, de 65 anos, a iniciativa é boa e, com certeza, trará melhores condições aos usuários. “Vai ser muito bom, pois vai proporcionar mais conforto. Contudo, a chuva preocupa porque não temos local para nos proteger”, argumenta. 
O titular da pasta da SSM, Luís Diego de Oliveira, diz que o problema da falta de assentos está sendo resolvido. “Estamos estudando uma maneira de colocar, de  forma provisória, bancos na parada do Edifício Ibajé”, esclarece. Quanto à proteção para dias de instabilidade, o secretário diz que a cobertura dos passageiros ficará por conta da marquise do prédio. “Na parada provisória, a proteção será a marquise do edifício”, ressalta.
 

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