Um ano sombrio
Publicado em 23/12/2019

Editorial

O ano que era para ser de recuperação da economia e da enlameada política brasileira encerra com uma crise profunda e incertezas sobre o amanhã. A democracia deu lugar à intolerância e ao radicalismo. Sombras pairaram sobre 2019. O Rio Grande do Sul mergulhou numa crise financeira sem precedentes na história com salários parcelados. Se não bastasse, o governo gaúcho apresentou um pacote de reformas na tentativa de tirar o Estado do fosso em que se encontra e acabou não agradando em nada o funcionalismo público, que é o que mais sofre em meio a essa tempestade. Greves foram deflagradas e a mais dura foi a do magistério que foi o mais afetado nas propostas. E, para piorar, o ano encerra sem que a ampla maioria dos projetos desse pacote fosse votada na Assembleia Legislativa, pois tudo ficou para janeiro. Na esfera federal, as manifestações nada ortodoxas do presidente retumbam mundo afora de forma negativa. A verdade é que o país retrocedeu muito em várias frentes. Nas esferas municipais, prefeituras lutam para fechar o ano com as contas equilibradas, o que, para alguns gestores, vai exigir muito malabarismo para cumprir com os compromissos. O próximo ano é de eleição municipal. Esse pleito é o mais importante, porque os municípios são a base e o sustentáculo do país. Bagé viveu guinadas na política neste ano, coisa jamais vista nestes mais de 200 anos de história. Foram acontecimentos que deixaram todos atônitos. Infelizmente, não tem como se negar que este foi e está sendo um dos anos mais sombrios.

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