Um alento aos viajantes
Publicado em 02/12/2015

Editorial

Morar na fronteira traz consigo ônus e bônus. Se por um lado se vive em um ambiente costumeiro de relações internacionalizadas, com habitantes de outro país, de uma maneira bem próxima, por outro, no caso de Bagé, se encontram dificuldades, em função da distância, quando a questão é acessar a capital do Estado.
Este ônus é natural e sabido pelos que aqui habitam. Nem por isso deve-se deixar de buscar alternativas que tornem essa dificuldade menos problemática.
Uma possibilidade inicial, a qual se encontra em tratativas constantes no meio político, é a retomada dos voos regulares entre Bagé e Porto Alegre. Independente dos custos que essa viagem possa gerar, é fato que a diminuição de tempo para o deslocamento, por si só, já justificaria o preço despendido.
Mas enquanto essa alternativa de voos não se concretiza é válido, também, procurarem-se outras possibilidades. O simples melhoramento da malha rodoviária já seria algo a ser comemorado. E, agora, isso já surge como uma real possibilidade.
Senão vejamos, as obras de duplicação da BR-116, entre Guaíba e Pelotas – uma das rotas de acesso à capital gaúcha,  já demonstram que o tráfego, por aquele trecho, trouxe vantagens consideráveis aos motoristas. E basicamente porque viabiliza um fluxo de velocidade constante.
Agora, porém, deputados já articulam debates para atingir, também, a BR-290 com uma possível duplicação. Ora, se esta via receber tal ação, o percurso mais rotineiro até Porto Alegre, aos bageenses, ganhará um atrativo muito bem-vindo. Resta aguardar o resultado desta empreitada que, se efetivada, será um alento para os viajantes.

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