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TUDO NO BRASIL VIRA POLITICA PARTIDÁRIA
Publicado em 22/02/2020

Política

Alguém há de dizer : o ‘senil’ descobriu que a roda é redonda. O rancor com que é praticada a política não tem limites. Transformar a morte de um miliciano em um ato partidário chega às raias da loucura. Ainda mais quando se digladiam os extremos da política brasileira. Em certos aspectos envolvem na discussão outros poderes, como o judiciário. E foi isso que aconteceu  e continua acontecendo lá na Bahia. Quem matou o miliciano foi a polícia estadual. Imediatamente foi atribuído ao PT. Logo de ‘cara’ sem nenhuma investigação que pudesse embasar a afirmação. Tanto é verdade que até hoje estão investigando, com equipes especializadas, para chegaram a alguma conclusão de quem foi o mandante, se é que ouve mandante. O corpo foi transladado para o Rio, onde corre processo contra o miliciano Adriano e todos que trabalharam direta ou indiretamente no gabinete do filho de Bolsonaro, durante o período em que ele exerceu o mandato de deputado estadual. Adriano era amigo de Queiroz, que também responde processo dos depósitos feitos na conta do então deputado. A pergunta que ficou no ar era: qual o interesse do PT em eliminar uma possível testemunha que poderia complicar o processo que envolve o ex-deputado, hoje senador? A partir daí outra justificativa foi embasada contra o PT, que não ‘conseguiu até hoje identificar os matadores de Celso Daniel’. Também não deixa de ser verdade. E aí entrou em jogo a ‘guerra entre o bem e o mal’. Para complicar ainda mais o governo pede urgência nas investigações que pode levar aos matadores da vereadora Marielle Franco. Pois bem, este um o relato de um fato: A morte do miliciano Adriano. Mas e a greve geral da polícia do Ceará que culminou com a tentativa de invasão do senador Cid Gomes ao local onde estavam os grevistas? Acabou levando um tiro e está no hospital. Isso fez com que o governador do Ceará pedisse ao governo central uma força nacional para resolver o problema. Ele pertence ao PT e seu pedido foi autorizado por Bolsonaro e Moro cumpriu imediatamente. Na medida provisória, assinada pelo presidente da República a manchete mostra ‘que estão aproveitando o momento’ para jogar a bola nas costas do Congresso que não aprovou a lei engendrada por Moro, inclusive da prisão em segunda instância. Bolsonaro usa um termo popular para justificar o envio de força. Leia:

O BICHO VAI PEGAR, DIZ BOLSONARO 
Ao assinar decreto para uso do Exército e da força-tarefa no Ceará, com o objetivo de conter onda de protestos violentos de policiais militares ele aproveita, outra vez, para provocar o Congresso no sentido de aprovar o ‘excludente de ilicitude’, que fez parte do projeto do ministro Moro. A partir de ontem, a força nacional está no Ceará para garantir a “lei e a ordem”. A matéria jornalística (CB) diz o seguinte: ”Insatisfeitos com o tratamento dado pelo governador cearense Camilo Santana (PT), grupos de PMs paralisaram as atividades e já fecharam pelo menos quatro batalhões. Além disso, os manifestantes têm invadido quartéis. Em alguns casos, roubado viaturas. Em outros, esvaziam os pneus dos veículos para dificultar o trabalho dos policiais que não aderiram ao movimento”. Como é do conhecimento de todos, o direito de greve é constitucional, mas tem seus limites legais. O atendimento do pedido do governador ‘preencheu os requisitos’. Porém e sempre tem um porém, Bolsonaro aproveitou a medida para pressionar o Congresso a aprovar um projeto enviado pelo Executivo que trata de excludente de ilicitude para agentes em ações, ou seja,  uma espécie de “salvaguarda jurídica” para policiais que, porventura, matarem em serviço. “Tenho conversado com Câmara e Senado. Acabando o carnaval, vou procurar Davi Alcolumbre (presidente do Senado) e Rodrigo Maia (presidente da Câmara) e vou fazer um pedido para eles: que eu tenho projeto lá dentro dizendo que em GLO os militares têm de ter excludente de ilicitude. Ou seja, acabou a missão, ele vai para casa. Não está preocupado em receber visita de oficial de Justiça e, depois, responder a auditoria militar e pegar até 30 anos de cadeia. É irresponsabilidade. Vou deixar claro que é uma coisa de extrema importância para o presidente da Câmara e do Senado. A decisão é deles de botar em pauta”. Em suma, ele quer aprovar parte da pauta elaborada pelo Moro que, se diga de passagem, o próprio Bolsonaro sancionou. Bom Carnaval a todos, cada um a sua maneira. Porque em Bagé, outra vez, será do povo. Tiau!

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