No Ar
Folha do Sul
Web Rádio

Dengue, Zika e Chikungunya
Três cidades da região apresentam risco de contaminação
Publicado em 14/01/2020

Geral

Foto: Divulgação/FS

O Rio Grande do Sul tem 99 cidades em situação de alerta ou de alto risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika. O número representa os municípios onde mais de 1% dos imóveis vistoriados por agentes de endemias apresentaram larvas do mosquito Aedes aegypti. No ano passado, mais de 1,3 mil casos dessas três doenças transmitidas pelo inseto foram confirmados no Estado.

No último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre outubro e dezembro de 2019, o Índice de Infestação Predial (IIP) foi superior a 4%. Esses municípios estão localizados majoritariamente nas regiões norte e missões do Estado.

Ao todo, 358 cidades realizaram o levantamento no último trimestre. Enquanto 3% e 25% delas apresentaram, respectivamente, índices de alerta e risco, os demais 72% (ou 259 municípios) tiveram a infestação considerada de baixo risco (quando em menos de 1% dos imóveis houve a presença do Aedes). Outras 16 cidades classificadas como infestadas (quando houve a identificação de larvas do inseto nos últimos 12 meses) não realizaram o detalhamento da infestação. Somados, são 374 municípios considerados infestados no Estado, entre eles, Bagé, Dom Pedrito e Lavras do Sul. No entanto, o risco de contaminação ainda é baixo.

Região

De acordo com o último boletim epidemiológico do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs/RS), emitido em 28 de dezembro, os municípios pertencentes à área da 7ª Coordenadoria Regional de Saúde (7ª CRS) – Aceguá, Bagé, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul tiveram, em 2019, dois casos confirmados de dengue; um deles autóctone – contraído por pessoa em Dom Pedrito.

Dentre os municípios que possuem risco de contaminação, de acordo com dados do ano passado, Bagé, Dom Pedrito e Lavras do Sul possuem infestação pelo mosquito Aedes aegypti, enquanto em Aceguá, Hulha Negra e Candiota não apresentaram infestação endêmica do agente transmissor.

Em relação à febre chikungunya, um caso foi notificado na região em 2019, porém, não teve confirmação. Por sua vez, também não foram registrados casos confirmados de zika vírus em 2019 nos seis municípios. Três casos suspeitos foram notificados e descartados no período.

Riscos

Em relação à população, 92% dos gaúchos (ou 10,5 milhões de pessoas) residem nessas 374 cidades onde há presença do mosquito. Os 10 municípios com alto risco somam 281 mil habitantes (ou 2,5% da população do RS). A lista segue com outras 2,4 milhões de pessoas, que vivem nas 89 cidades, com situação de alerta, representando 22% dos gaúchos. Por sua vez, 49% (5,5 milhões) da população moram em cidades de risco considerado baixo e 7% (803 mil) em cidades não infestadas.

 

Prevenção contra o mosquito

A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada do Aedes aegypti. O mosquito tem em média menos de um centímetro, é escuro e com riscos brancos nas patas, na cabeça e no corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, não necessariamente suja. Muitos desses locais ficam em pátios e residências. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar os possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto.

Deixe sua opinião