Todas as atenções para quem gera emprego e renda
Publicado em 25/04/2020

Editorial

Foto: Márcia Sousa

Por Márcia Sousa

Editora geral

No meio do mês de março, a pandemia atingiu em cheio o município de Bagé. A doença, que já vinha afetando outras economias pelo mundo, foi impiedosa com empregadores e empregados na cidade. Por medidas de segurança e para conter o avanço da doença em solo bageense, o comércio teve que ser fechado – setor que é o segundo maior empregador na Rainha da Fronteira. Outros setores, como departamentos públicos, por exemplo, também tiveram que fechar as portas – afinal, a vida é mais importante e tinha que ser assegurada naquele momento de incertezas e com a doença avançando. Nesse momento tortuoso, entraram em xeque a vida e a economia. Mas a vida sempre em primeiro lugar, pois sem ela não existe economia. O momento é tão delicado que requer muita esgrima por parte dos governantes, porque para a saúde prevalecer é necessário que o povo tenha condição financeira e isso significa emprego assegurado e não assistencialismo. Embora muitas famílias necessitem dos gestos de solidariedade, que se multiplicam nesse momento e não poderia ser diferente, o que elas precisam mesmo é do emprego, porque isso é dignidade e vida. O reflexo econômico em Bagé é visível, assim como em todas as partes do mundo. A economia chinesa, a segunda do mundo, tombou frente ao vírus e apesar da força do gigante asiático vai levar tempo para se reerguer, mas o governo daquele país já está trabalhando para isso. Governos ao redor do planeta têm agido de forma sem precedentes para auxiliar trabalhadores e empregadores, mas essa fatura vira logo ali na frente. Ocorre, que mesmo que estejamos em meio à pandemia, é hora de arregaçar as mangas para vencer esse mal - é hora do comércio, bem como outros setores que empregam e, portanto, geram renda, começar a se reerguer. Tudo com muito bom senso e respeitando todos os limites e orientações dos órgãos de saúde. Contudo, é o momento de começar a se reconstruir e não esmorecer. Bagé é celeiro de empresários nascidos aqui, que são empreendedores e geradores de milhares de empregos. Bagé também recebeu muitos empreendedores que a escolheram para viver e aqui construíram empresas geradoras de emprego. Esses merecem toda atenção. Não é hora para brigas e trocas de farpas. Não é hora para grandes e pequenos comércios se digladiarem. É hora de olhar para frente e arregaçar as mangas. Afinal, Bagé é conhecida pela sua história de homens e mulheres de luta – terra que travou amargas batalhas e não se dobrou, e não será agora. Mas isso requer bravura e muito trabalho. E é assim que o jornal Folha do Sul enxerga todos os empreendedores desta terra e região, por isso se soma nessa batalha, pois muitos deles são nossos parceiros e conosco poderão contar sempre. Nas próximas edições estaremos divulgando uma série de reportagens sobre a história desses homens e mulheres que estão à frente de empresas que garantem os empregos de milhares de bageenses. Mais do que nunca, é hora de olhar para frente e arregaçar as mangas, pois sabemos quando começou essa pandemia, mas não sabemos quando vai terminar.

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