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Tempos de lutas e incertezas
Publicado em 15/11/2019

Editorial

O espectro da incerteza ronda o final do ano de 2019. Nas três esferas (Município, Estado e União), a instabilidade política e econômica ditam os passos para um ano que encerra marcado por dificuldades para governos conseguir pagar o que devem e, sobretudo, para o trabalhador, que “carrega” esse país nas costas e sempre é quem paga a conta do estado, que tem uma máquina pública pesada. O Rio Grande do Sul mergulhou nos últimos anos numa crise financeira sem precedentes, com salários parcelados há muito tempo. Com falta de dinheiro para tudo, o governo não investe em melhorias nos mais diferentes setores. O trabalhador paga pelos pesados tributos e não recebe retorno em serviços. Na tentativa de estancar essa “hemorragia”, o governo gaúcho apresentou as propostas da Reforma Estrutural do Estado e protocolou o pacote na Assembleia Legislativa. Agora, a decisão, que atinge a vida de milhares de gaúchos, está nas mãos dos deputados. Como o próximo ano é de eleição municipal, os políticos, com certeza, não vão querer se queimar com as bases e muita coisa pode acontecer. Em meio a essa avalanche no meio econômico, a política, que só avança no descrédito, se acirra mais com o radicalismo entre lulistas e bolsonaristas. Enquanto essas facções ficam brigando, quem perde mais uma vez é o povo que os sustenta, pois, nesse ringue, o que impera é o viés ideológico de ambos e não um projeto para tirar o Brasil da estagnação que se encontra. O fosso da crise financeira e social no Estado só aumenta com as classes sindicais mobilizadas em razão do pacote e reformas propostas por Eduardo Leite. Prefeituras lutam para conseguir equilibrar o caixa e cumprir com as obrigações. Novembro está na metade no mês e o clima é de incerteza para muitas famílias que são empregadas do poder público. Depois do comércio, quem mais emprega são prefeituras e Estado. Os desafios são gigantescos, mas os governantes foram eleitos para apresentar soluções e colocá-las em prática.

OLHO: "Governantes foram eleitos para apresentar soluções e colocá-las em prática"

 

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