Instituições que abrigam telecentros relatam que internet e monitor nunca foram custeados pela Prefeitura
Telecentros apresentam problemas
Publicado em 03/05/2013

Geral

Foto: Arquivo/FS

Telecentros funcionam em pontos estratégicos da cidade

O projeto dos telecentros é uma parceria entre a entidade que cede o espaço para instalação dos computadores, a Prefeitura de Bagé, a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) e o Centro Social Marista (Cesmar), de Porto Alegre, e foi lançado em 2011. Os locais deveriam funcionar como lan houses comunitárias com acesso à internet de forma gratuita, com o objetivo de proporcionar inclusão digital.
A parceria responsabilizaria o Poder Público, por um ano, a instalar e manter o sistema de banda larga e de contratar um estagiário para ser monitor dos telecentros. Porém, não é o que acontece em três locais de acesso à internet. A rádio Sinttonia, localizada no bairro Camillo Gomes, teve o seu telecentro inaugurado em novembro de 2011. Na ocasião, o Centro Social Marista (Cesmar) doou computadores à emissora, que cedeu o espaço, mas o Poder Público não cumpriu o acordado em convênio, segundo o gestor da rádio, Danúbio Barcelos. “O telecentro nunca funcionou com o subsídio da Prefeitura. Muita gente vem procurar o local para fazer inscrição para o ENEM e para outros concursos”, argumenta. Barcelos acrescenta que os computadores ficaram em atividade por 15 dias, quando a emissora custeou a banda larga. “Ficou muito oneroso para nós”, afirma.
Para comprovar as solicitações de pedidos à Prefeitura, tanto para colocar o telecentro em funcionamento como para a vinda de um estagiário, o locutor guarda os ofícios. “Eu pedi algumas coisas informalmente. Mas depois comecei a fazer ofícios. E nunca tive retorno”, conta. Como a situação permanece a mesma até hoje, conforme o relato, ele vai devolver os computadores ao Centro Marista e desativar o local. “Os computadores são obsoletos e não estão em uso, só estão ocupando espaço”, diz.  
No Caminho da Luz, que também recebeu os equipamentos, o telecentro está em funcionamento graças à instituição que contratou o serviço de internet e também a uma pessoa responsável para monitorar as atividades. “Nós até ouvimos falar de um convênio, mas ele nunca foi assinado”, informa o presidente da instituição, Ruybar Freitas. Ele acrescenta que os computadores já foram substituídos, pois apresentaram problemas.
A Associação de Pais e Amigos do Excepcionais de Bagé (APAE) passa pela mesma situação. O telecentro está em funcionamento com os recursos da instituição. “A Prefeitura veio aqui e instalou os equipamentos, mas nunca veio inaugurar”, diz o presidente da APAE, Marco Antônio Bidone. Cansados de esperar pelo subsídio, a APAE colocou a banda larga e um monitor.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, que seria a pasta responsável pelo convênio, Alencar Dal Molin, não foi encontrado para falar sobre o caso.

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