SOCIAL - 9 DE NOVEMBRO
Publicado em 09/11/2019

Social

Foto: Divulgação/FS

Elianinha Silveira, Tânia Castilhos, "Jubileu de Ouro”, curso de Direito, Urcamp

HOJE, às 18h30min, os amigos de Rafaela Gonçalves Ribas vão se encontrar na Feira do Livro de Bagé para reverenciar a memória de alguém que jamais sairá da memória até de quem com ela não convivia diariamente. O Cultura Sul homenageia Rafaela Gonçalves Ribas, oba!

ALIÁS, na programação da Feira do Livro consta para hoje, danças gaúchas, declamação do 1º Guri Farroupilha, Histórias do Samba; amanhã, apresentação de dança cigana e de candombe, roda de causos gaúchos, às 19h, com Chico Botelho, Severino Rudes e Guilherme Monteiro. E para encerrar a festa, canta Tiago Cesarino. Aplausos!

 

TE  CONTAR AO MUNDO

Uma muralha  de sol sobre a cabeça

e teu radiante e largo jeito de chegar

o poema cuidadosamente tecido

quase uma flor de cristal sobre a seda das metáforas

uma cidade “sufocada de luz” com alma de aldeia

e pose de mundo

e apertada ardentemente junto ao peito

ali onde alinhavas teus amores

 

- poderão te contar ao mundo?

Não. Se não marrarem tua saga de amor

a ciência da linguagem e a criação literária alcançadas

às gerações por 45 anos

Não. Se não marrarem tua contemplativa paixão pela vida

contida numa xícara de chá

na espessa mesa da planície com seus cálices de luz e de orvalho

Não. Se não contarem que era à Nossa Senhora Auxiliadora que entregavas teu infinito ao entardecer

E que eras  feita de raízes e

que a PALAVRA era tua casa e teu jardim

e te plantaste para nós e para sempre nele e

que ali te colheremos, semente e floração

e estarás Viva e, por toda vida, muito perto. (Elvira Nascimento)

 
 CANCÃO DE ADEUS

Fui à para ver o mar: pleno janeiro
E o celular tocou estranho, cacônico
Rafaela foi embora
Rafaela nos deixou sem essas nem aquelas
Deus meu. O dia desabou. O verão desabou
Amarga condição humana
Algum dia nos acostumaremos 
aos deuses?
Lá fora, de súbito, o sol empalideceu.
 
Ó, tia Rafa, por que não avisaste
que este ano não verias o outono
que tu e eu tanto amávamos?...
Por que não esperaste que o vento soprasse seus avisos?
que as folhas voassem?
que as árvores de tua avenida Sete se despissem?...
 
Ó, tia Rafa, por que não nos convidaste
para um chá de adeus
no teu pequeno e belo apartamento 
de janelas voltadas para os céus de Bagé
- tua paixão e teu ninho?  (Norma Vasconcellos)

 

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