SOCIAL - 9 DE JULHO
Publicado em 09/07/2020

Social

Foto: Divulgação/FS

SEMANA DE BAGÉ, de 10 a 17, programação diversificada, desenvolvida em sistema remoto, porque o mundo todo está funcionando assim, meus queridos! Esta social oportuniza aos leitores conhecer melhor a dinâmica do muito importante Arquivo Público de Bagé. A partir desta e nas próximas quatro edições, conheça um pouco da rotina de trabalho daquela casa da memória histórica da cidade que completa 209 anos. Aplausos!    

O Arquivo Público Municipal de Bagé foi criado pela Lei n.º 3.399 de 1° de julho de 1997, posteriormente regulado pelas Leis nº 3.817 de 4 de dezembro de 2001 e nº 3.995 de 11 de setembro de 2002, que procuraram estabelecer a organicidade ao Arquivo, instituindo as diretrizes básicas, institucionalizando o sistema arquivístico para o município de Bagé.  Atualmente, está subordinado ao gabinete do prefeito Divaldo Lara.

O Arquivo Público é composto por 24 salas, onde se encontram aproximadamente 1500 metros lineares de documentos em vários suportes, distribuídos em uma área de 1.200 m². Além desta estrutura, dispõe de sala de pesquisa, laboratório de digitalização com scanner de alta precisão, sala de processamento técnico e restauração. Conta também com duas galerias de exposições, recepção, auditório Téo Vaz Obino, espaço cultural Luiz Coronel e sala do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda.

Em maio de 2018, a Câmara de Vereadores aprovou, em sessão extraordinária, o projeto de Lei nº 5913/18, que cria o Sistema Municipal de Arquivos, fortalecendo os devidos propósitos.

IDEALIZADOR - Tarcísio Antônio Costa Taborda foi  historiador, museólogo, magistrado e professor universitário. Por iniciativa própria, dedicava-se à coleta de documentos e objetos, enfatizando sempre a importância da construção de um Arquivo Público que aparasse a documentação oficial do governo. Fundou, então, o Museu Dom Diogo de Sousa, onde conseguiu reunir um importante acervo sobre os fatos históricos da região. Também tratou de preservar as fundações do Forte de Santa Tecla, e aí ele criou o museu Patrício Corrêa da Câmara, para recolher as peças que eram encontradas nas escavações que pessoalmente orientava. No ano 1977, ele fundou também o Museu da Gravura Brasileira.

Tarcísio trabalhou ativamente com seu pai, Attila Taborda, na criação da Fundação Attila Taborda/Faculdade Unidas de Bagé, que originou a Universidade da Região da Campanha. Pelo seu trabalho constante, desenvolvido no campo histórico e na área intelectual, foi conduzido ao Conselho Estadual de Cultura. Ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, à Academia Rio-grandense de Letras, e à Academia de Letras de Curitiba. Também recebeu as seguintes condecorações: Medalha Cultural Imperatriz Leopoldina, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; Medalha Mérito Santos Dumont, do Ministério da Aeronáutica; e a Medalha do Pacificador, do Ministério do Exército. Ele é o patrono do Arquivo Público Municipal; na próxima segunda-feira (13), se vivo, completaria 92 anos.

ATRIBUIÇÕES do Arquivo Público de Bagé

Proceder à gestão, transferência, recolhimento, processamento técnico, guarda, preservação e garantir acesso público aos documentos de arquivo, produzidos pela administração pública, como também por entidades privadas que dizem respeito à história do município de Bagé e de sua comunidade.

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