SOCIAL 7 DE MAIO
Publicado em 07/05/2020

Social

Foto: Eurico Salis/Especial FS

TUDO SOBRE FOTOGRAFIA (parte III). Identidade, pág. 472:  O interesse dos profissionais de fotografia pela questão da identidade, tanto individual quanto coletiva, vem aumentando desde os anos 1980, e ela tem sido explorada em retratos e autorretratos. 
 
O FOTÓRAFO britânico Faisal Abdu’ Allah explora em seu trabalho a identidade coletiva da cultura negra jovem. Sua série de retratos em tamanho gigante apresenta jovens londrinos  armados pairando com um ar ameaçador acima dos espectadores, como na imagem de um homem apontando  uma arma. [...]. As imagens de Abdu’Allah mostram a influência da violenta cultura do rap americano da época sobre alguns jovens britânicos. [...]. 
 
A NATUREZA complexa e cambiante da identidade não toca apenas as pessoas categorizadas por causa de sua raça ou nacionalidade. Ela também tem um significado considerável para qualquer grupo que se veja marginalizado ou subrepresentado no corpo principal da sociedade. [...]. 
 
A OBRA do fotógrafo chinês Yang Fudong interroga de forma semelhante à natureza em constante mutação. Em 2000, ele realizou um poderoso tríptico de fotografias chamado “O primeiro intelectual”, que mostra um jovem executivo chinês em pé, de terno e gravata, no meio de uma rua movimentada, com a linha de prédios de Xangai ao fundo. Segurando na mão um tijolo e com sangue na camisa e no rosto, ele parece ter sido atacado por um agressor invisível, e não sabe como reagir. [...]. A confusão e frustração de ser agredido por um desconhecido  na rua deserta simboliza a dificuldade de se preservar um eu integro e valores estáveis em uma sociedade que passa por rápidas mudanças sociais, políticas e econômicas. [...].      
 
CULTURA
e Identidade, coleção de fotografias do bageense Eurico Salis, mostra as etnias que formam o povo rio-grandense. Retratos de imigrantes e descendentes italianos, alemães, poloneses, japoneses, açorianos, espanhois, árabes, judeus, russos, negros e índios, e também senegaleses. Essa coleção inteira foi doada pelo fotógrafo à Biblioteca Otávio Santos; as obras estão em exposição permanente no auditório Luiz Coronel. Aplausos! 

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