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Social - 25 de setembro
Publicado em 25/09/2019

Geral

Foto: Divulgação/FS

Felipe Roman integra a lista de atletas convocados para a Copa das Federações de Beach Tennis

“A certeza de apoio em um momento de extrema dificuldade é a maior entre todas as chamas de esperança”.
Roberto Nardi 

A mordida do “cachorro negro” 
Lá vai Augustinho Avello. Lá vai mais um amigo e grande cara. Perdemos mais uma vez. Perdemos à depressão... Até quando essa endemia levará nossos bem-amados em seus tentáculos de dor? Até quando choraremos a partida de filhos, irmãos, amigos, primos...? Até quando nos culparemos por não termos visto com a devida clareza os sinais de socorro solicitados nas entrelinhas do convívio? Diz-se que a depressão é o mal do século. Na verdade, ela sempre existiu, partindo da premissa que a tristeza, em sua escala de intensidade, acompanha os homens desde que estes reconhecem-se como seres pensantes. Vejamos o caso do então almirante Winston Churchill quando escreve à sua esposa: “Acho que um médico pode ser útil para mim se o cachorro negro voltar. Ele parece estar distante agora, o que é um alívio. Todas as cores voltam à vida”. Estaria o futuro primeiro-ministro britânico falando em códigos sobre uma missão ultrassecreta? Não! Ele apenas popularizara (leia-se 1911) o termo “cachorro negro” como uma metáfora para depressão, da qual sofria longas e duras crises. Aliás, Churchill é só um nome de uma longa lista de personalidades com um ponto comum em suas biografias: Vincent Van Gogh, Abraham Lincoln, Albert Einstein e Charles Darwin também penaram com esse transtorno em algum momento da vida. Mas a depressão não é uma má companhia apenas para os gênios das artes, das ciências e da política: ela atinge pessoas de todas as cores, classes sociais e faixas etárias. Inclusive, eu. Desde criança, luto contra o “câncer da alma” em guerras solitárias que, muitas vezes, parecem sem fim. “Mas ele é alegre”; “mas ele é astral!”; “mas ele isso, ele aquilo…” Ninguém sabe nada de ninguém. O simplismo com que observa-se o outro considerando padrões limitados de fraternidade e inteligência, chega a ser irritante! Quando o “cachorro negro”, descrito por sir Winston, correu para me pegar na floresta negra na qual entrei desde que meu espírito voltou ao plano materializado, subi na árvore da fé, pedi socorro em literal crise de pânico, percebendo, a seguir, que o primeiro passo fora dado. Gritar por ajuda, eis a chave! A hora de sairmos da superficialidade existencial para adentrarmos às profundezas das dores da alma é agora! Fiquemos atentos. Chega de perder vidas! Setembro amarelo? Que nada! De janeiro a dezembro temos que debater para combater na batalha psicológica que fora potencializada pela solidão trazida nas asas da tecnologia. Sejamos fortes. Enfrentemos nossos monstros de frente com toda a ajuda que estiver ao alcance. Um dia, os monstros irão se transformar em lagartixas e, neste dia, se tivermos lutado o bom combate assimilando as lições deixadas em favor do nosso aprimoramento moral/espiritual, estaremos aptos a dar o próximo passo na escala evolutiva. Enquanto isso, cambaleemos juntos entre as dores e alegrias da escola humana, mas, sem jamais perdermos de vista o outro que pode estar pedindo socorro na solidão do seu próprio olhar... 

Sabedoria de Francisco (veiculado em 12/06/17)
     Meditando sobre a arte de viver, eis que este texto, atribuído ao papa Francisco, cai em minhas mãos. Creio ser apropriado transcrevê-lo como forma de alento e incentivo em tempos nada fáceis... “Esta vida vai passar rápido. Não brigue com as pessoas. Não critique tanto seu corpo. Não reclame tanto. Não perca o sono pelas contas. Não deixe de beijar seus amores. Não se preocupe tanto em deixar a casa impecável. Não fique guardando taças. Use seu perfume predileto para passear com você mesmo. Gaste seu tênis novo. Repita suas roupas favoritas. Se não é errado, por que não ser agora? Por que não orar agora ao invés de esperar a hora de dormir? Por que não ligar agora? Por que não perdoar agora? Espera-se o Natal, a Sexta-feira Santa, o outro ano, quando chegar dinheiro, quando o amor chegar... O perfeito não existe. O ser humano não consegue atingir tal estado porque simplesmente não foi feito para ser completo aqui. A Terra é uma oportunidade de aprendizado. Então, aproveite esse ensaio de vida e faça o agora acontecer. Ame mais, perdoe mais, abrace mais, viva mais intensamente e deixe o resto nas mãos de Deus...”

Fera das areias 
Há 30 anos, quando o “beach tennis” surgiu nas areias da Itália, tratava-se de uma atividade recreativa voltada à socialização dos praticantes. Entretanto, desde 1996, a partir da introdução de regras semelhantes às aplicadas no tênis, da regulamentação das dimensões da quadra e da fundação da International Federation Beach Tennis (IFBT), a modalidade se modernizou e deu seus primeiros passos em direção à profissionalização. Pois bem, no Brasil, não foi diferente. Nas areias de Norte a Sul pratica-se o esporte – mesmo que colocadas em quadras longe do mar como no caso do Cant. Clube – reunindo número cada vez maior de adeptos. Na lista de feras, o bageense Felipe Roman. Radicado na região Centro-Oeste, eis que Felipe recebe o seguinte comunicado: “A Federação Goiana de Tênis tem a honra de convocá-lo para fazer parte da equipe de atletas que representará o estado de Goiás na Copa das Federações de Beach Tennis 2019”. É mole?! O torneio será realizado em Jurerê (SC), entre os dias 3 e 6 de outubro. Dá-lhe! 

 

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