SOCIAL 18 DE ABRIL
Publicado em 18/04/2020

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Foto: Divulgação/FS

André di Mauro, diretor de cinema Henrique de Freitas Lima, clic Ana Paula Ribeiro

DA coleção História Para Quem Tem Pressa, esta semana, terminei de ler “A História do Cinema”, que está à venda na LEB. Este livro de 200 páginas, escrito pelo jornalista Celso Sabadini, sócio fundador da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema – é leitura das mais prazerosas. Durante minha leitura, solicitei colaboração do jornalista Isidoro Guggiana, assessor de comunicação do Festival Internacional de Cinema da Fronteira, que, de imediato, disponibilizou diversas fotos de “gente do cinema”, que participa do festival que Zeca Brito realiza em Bagé, oba! 

COMO diz no título: “A História do Cinema Para Quem Tem Pressa” faz abordagem histórica, rápida e objetiva sobre o tema. Usando linguagem cinematográfica, trata-se de mais uma visão panorâmica do que um estudo em close. Nesse sentido, é inevitável que eventos pontuais não sejam captados pela narrativa. [...].

Capítulo Vinte, pág. 162: Premiações e Festivais. Embora produzir filmes não seja uma competição, os inúmeros festivais e as premiações que permeiam o cinema têm o poder de criar discussões, indicar tendências e gerar muita mídia para a atividade. Nesse sentido, o Oscar transformou-se sinônimo da palavra “prêmio”. [...]. Praticamente, todos os países produtores de cinema mantêm um prêmio anual dentro da formatação do Oscar. [...].

PÁGINA 166. No Brasil, o Grande Prêmio de Cinema teve primeira edição em 2000. Posteriormente, esse nome foi alterado em várias oportunidades, dependendo do patrocinador de cada ano, e em suas edições mais recentes optou-se pela denominação Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que contempla os melhores de cada categoria com o troféu Grande Otelo.

NO INÍCIO dos anos 2010, o Brasil chegou a ter mais de 200 festivais e mostras de cinema por ano, que atraíam cerca de três milhões de espectadores. Problemas econômicos reduziram esses números, mas os circuitos dos festivais ainda é um importante instrumento para minimizar os problemas de distribuição do cinema nacional.

ENTRE os eventos mais importantes do país, destacam-se: Festival de Brasília (1965), de Gramado (1973), Mostra Internacional de São Paulo e Festival Guarnicê, do Maranhão, ambos iniciados em 1977, e o Festival do Rio, que comemorou 20 anos em 2018. O Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo (desde 1990) e o festival de documentários “É Tudo Verdade” (1966) estão entre os principais eventos do mundo em suas categorias.                                                                               

O CINEMA é uma festa. Os festivais de cinema são outra importante fonte de premiação e funcionam de maneira bem diversa de prêmios como o Oscar. Enquanto uns consideram todo o universo de filmes de seus respectivos países estreados dentro de determinados períodos, outros festivais trabalham com curadorias para  escolher poucos títulos de vários países que seriam os mais representativos do ano. Forma-se assim uma programação que será exibida durante o festival e submetida a um júri que decidirá pelos prêmios. Nessa formatação, o mais antigo do mundo é o Festival de Veneza (1932), que entrega o cobiçado troféu Leão de Ouro. Ao lado dele, o Festival de Cannes com o troféu Palma de Ouro, e o de Berlin, que premia com o Urso de Ouro; estes os mais importantes do mundo. [...]. Estima-se que existam cerca de três mil festivais e mostras de cinema por ano em todo o mundo, tornando-se tarefa difícil destacá-los por ordem de importância. [...].

Em 1992, o Festival de Cinema de Gramado tornou-se internacional por falta de filmes nacionais inscritos. [...]. O filme Carlota Joaquina: Princesa do Brasil (1995), de Carla Camarurati, iniciou o período batizado de Retomada do Cinema Brasileiro. Levando mais de um milhão de pessoas às bilheterias. Esse longa abriu caminho para uma série de produções que conquistaram prêmios internacionais: O Quatrilho (Fábio Barreto, 1995), Central do Brasil (Walter Salles, 1998), Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002), 2 Filhos de Francisco (Breno Silveira, 2005), Tropa de Elite (José Padilha, 2007). Dados mais recentes informam que, em 2017, foram lançados 158 longas brasileiros, “Minha Mãe é uma peça 2, o Filme”, vendeu 5,2 milhões de ingressos. [....].

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