SOCIAL 12 DE MAIO
Publicado em 12/05/2020

Social

Foto: Divulgação/FS

CIDADE fotografada: memória e esquecimento nos álbuns fotográficos – Porto Alegre, décadas de 1920 e 1930. 2 v. Tese Doutorado em História, UFRGS, Zita Rosane Possamai “O estudo das imagens esteve presente em abordagens históricas desde os séculos XVIII e XIX, principalmente quando o período ou o tema investigado não poderia prescindir deste tipo de fonte, como a pré-história ou o Renascimento (BURKE, 2001, p. 13). [...].

AS fotografias podem ser analisadas como imagens que apresentam um imenso potencial de investigação pela História, principalmente, por permitirem o contato com uma realidade passada “ou ainda presente” – a qual não deixa de fazer referência através da sua representação. [...]. Nesse sentido, é importante pensar que as fotografias não são nunca testemunhos da história, pois são elas mesmas históricas (BURKE, 2001).

A FOTOGRAFIA congela uma imagem imortalizada como cena que será objeto de investigação para o historiador. No caso das vistas urbanas, a imagem fotográfica permite observar as transformações ocorridas num determinado espaço através do tempo. O espaço é construído pelo olhar fotográfico na escolha do enquadramento, que seleciona os limites contidos em um espaço maior existente. [...].

A ANÁLISE das imagens fotográficas, como de outras fontes visuais, leva em conta a diferenciação entre forma e conteúdo, ou seja, as escolhas técnicas e estéticas realizadas pelo fotógrafo – enquadramento, iluminação, posicionamento da câmera, entre outros – e os motivos fotografados [...]. Ao tomar a forma da visualidade fotográfica, a ideia de cidade moderna sela o momento em que esse imaginário ganha força de verossimilhança em relação à cidade material, devido ao estatuto de objetividade da fotografia. [...].

FOTOGRAFIAS DE BAGÉ, (32) de Bruno Martins, a partir desta terça-feira (12) até dia 29, na galeria de arte Edmundo Rodrigues, Palacete Pedro Osório, Secult. Para visitar a galeria, use máscara; todas as fotografias estão também no Facebook e Instagram da galeria. Destaca-se que todas as 32 obras em exposição estão à venda.

BRUNO MARTINS é advogado e também professor de Educação Física, graduações na Urcamp. O interesse dele pela fotografia começou na infância,  mas o despertar para a fotoarte veio um pouco mais tarde: “um jovem adulto que encontrou a fotografia como válvula de escape das agrura do cotidiano”, afirma Bruno, que contou sempre com apoio das "mães" Vera Martins e Beatriz Santos e também de Maíra Vaz que o acompanha nas caminhadas pelas ruas da cidade, diariamente, observando objetos, casas, prédio históricos, pessoas e paisagens. Para ele: “A fotografia possibilitou observar, absorver e eternizar momentos, sentimentos e lugares. As redes sociais se tornaram o palco onde exponho minhas obras, seja no Instagram ou no Facebook @fotografiasdogunter”, finaliza Martins.  Aplausos!

SUGESTÃO de leitura – “A cidade revelada: a fotografia como prática da assimilação da arquitetura”, POA, 2002. 200p. Dissertação Mestrado em Teoria, História e Crítica da Arquitetura, UFRGS, Daniela Mendes.

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