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Só estão investigando o vazamento
Publicado em 21/08/2019

Política

Claro que, isso já foi notado por grande parte da população. Até agora, a Justiça só está se preocupando com os hackers que invadiram os aparelhos de comunicação da equipe que comanda a Lava Jato. Aquelas combinações denunciadas, ilegais até a medula, ninguém se atreve a periciar, até mesmo para provar a inocência dos componentes da força-tarefa. Mas isso já entrou na cabeça de grande parte do público, que as denúncias são verdadeiras. Manchete aberta por parte da imprensa, na segunda-feira: “Sem perícia, mensagens não têm sido usadas em investigações e processos”. O inquérito da Polícia Federal que está em curso só está interessado em saber se há mais gente envolvida, deixando o objeto das denúncias, que são gravíssimas, em segundo plano. Isso deixa qualquer cidadão, por pior informado que seja, com “a pulga atrás da orelha”. Não querem periciar por “tem certeza que são verdadeiras”. Se investigarem, é claro, terão a comprovação. Aí, gente boa, a investigação terá que fazer parte dos processos judiciais. E poderão afastar de suas funções os possíveis envolvidos. Creio, até provar ao contrário, que se alguém recorrer a instâncias superiores solicitando que as perícias sejam realizadas, os tribunais aprovarão. É aí é determinação superior. Com respeito às denúncias do mesmo site do jornalista Glenn, sobre dois ministros do Supremo, que foram investigadas pelos procuradores, imediatamente foram suspensas. É sinal, um bom sinal por suposto, que as coisas aconteceram. Então, “o vento que venta lá, venta cá”. Outro detalhe importante é que está para ser julgado o pedido de afastamento do hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro. Está para se julgado é força de expressão porque ainda não foi informada a data do julgamento. Claro que, a culpa não pode recair na Polícia Federal que, nestes casos, não tem autonomia. Isso deve ser determinação superior, porque envolve gente graúda e políticos de renome. E aqui, sim, entra a lógica. Ora bolas, se para descobrir quem “invadiu os aparelhos” foram descobertos em pouca mais de uma semana, é sinal, e ninguém duvide, que a Polícia Federal está aparelhada e tem condições de descobrir as coisas rapidamente. Só que depende de ordem superior. Isso está muito claro. Tem alguém trancando o serviço da Polícia Federal. Com que objetivo? É a pergunta. De seu palpite!         

Editada nova medida provisória - Coaf

A instituição presta serviços sobre finanças de qualquer cidadão, sempre que autorizada pela Justiça. No caso atual, as informações foram solicitadas de “amigos para amigos”, sem o devido encaminhamento legal. E imaginem contra quem? Os ministros do Supremo, Tóffoli e Mendes. Já rolou cabeça de funcionários de duas instituições, imediatamente. Porém, e sempre tem um porém, eles eram funcionários. Pois antes disso vir a público o governo já queria tirar a “Coaf do Ministério da Economia. Para tal, enviou uma MP para o Congresso querendo transferir o mando para o ministro Moro. Imaginem se o Congresso aprovasse! Toda a parte envolvendo movimentações financeiras, onde há denúncias contra procuradores da força-tarefa, ficaria em mãos “amigas” do ministro Sérgio Moro. Na segunda-feira, o presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou outra MP transferindo a Coaf (Conselho de Controle da Atividade Financeira) para o Banco Central. Pelo menos é da mesma área. A medida provisória entrou em vigor na data de sua publicação em diário oficial. Mas ainda tem que passar pela aprovação do Congresso. Caso não seja aprovada continuará no Ministério da Economia. Se for aprovada “serão os próprios funcionários do Banco Central que controlarão. Será também, consta na MP, uma unidade de inteligência financeira que terá autonomia técnica e operacional. Mas terá que prestar contas a um conselho superior nomeado pelo governo. Sem comparar, mas já comparando, serão, com certeza, cargos políticos. O mesmo sistema que foi denunciado pelos auditores da Receita Federal criticando a possibilidade da nomeação de chefe aduaneiro (sem experiência, mas político) para assumir o Porto no Rio de Janeiro. Como o Legislativo e o Executivo não vivem os melhores momentos, tudo pode acontecer quando a MP for entregue ao presidente da Câmara. O objetivo claro nada mais é do que “botar freio” nas instituições. Ora bolas, isso é o “óbvio ululante” com diria Nelson Rodrigues se vivo fosse. Ou não?         

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