Setores da economia registram aumento durante pandemia
Publicado em 01/08/2020

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Foto: João A. M. Filho

Comercialização de materiais de construção aumentou no período

Desde o começo ainda em março, a pandemia vem castigando a economia brasileira. Porém, se por um lado diversos segmentos da economia sofreram quedas bruscas no  rendimento durante a pandemia, por outro, alguns setores registraram aumento. 
No primeiro mês da pandemia, todos os setores sentiram os impactos do fechamento de estabelecimentos comerciais em função do isolamento social. Após a reabertura gradual, alguns setores conseguiram se recuperar lentamente e agora não sentem de maneira tão forte os impactos da crise. Dois segmentos, em especial, entraram nessa onda de evolução. O primeiro foi o comércio de materiais de construção. Segundo o proprietário de uma loja do ramo, Darci Becker Marques, os primeiros 15 dias de pandemia foram de recessão. Mas, conforme a reabertura foi permitida, o setor reaqueceu. “Tivemos aumento em torno de 10%”, relata.
Uma das teorias para justificar esse crescimento foi o fato de as pessoas terem mais tempo livre em casa, o que acaba contribuindo na decisão de colocar em prática projetos que antes não ganhavam muita atenção. Outro fator levantado pelo empresário são os benefícios concedidos pelo governo federal. “Isso é mais dinheiro circulando”, justifica.
Outro ramo que também está reagindo bem são as empresas que vendem pacotes de internet. A empresa onde Felipe Ferreira é sócio-proprietário está há mais de 30 anos no mercado. Antes da pandemia, a empresa optou por passar do sistema via rádio para fibra óptica, o que aumenta a velocidade da internet. Foi justamente isso que também acabou virando um diferencial do empreendimento. “Neste momento as pessoas precisam ter uma internet rápida para trabalhar ou ter aulas em casa”, comenta.
Segundo Ferreira, foi possível perceber um aumento de 10% a 15% no número de novos clientes durante a pandemia. Outro aumento que a empresa registrou foi no consumo de banda, ficando de 30% a 40%. “Antes, o maior consumo era durante o horário comercial. Agora, percebemos que esse consumo se estende até a meia-noite, uma hora”, explica.
Além disso, Ferreira acredita que esses dados podem significar uma mudança de comportamento dos consumidores para o período pós-pandemia. “Essa é uma situação totalmente atípica, mas acredito que veio para ficar. As pessoas vão ficar mais em casa, vão precisar mais da internet fixa do que da móvel”, avalia.

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