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Semana do Brasil é campanha do governo
Publicado em 10/09/2019

Política

O governo central e sua equipe, principalmente a econômica, estão sempre atentos e procuram criar mecanismos que possa agradar ao povo. No momento em que determina a liberação de R$ 500 do fundo de garantia, aparentemente pouco, mas que no conjunto é um monte de dinheiro, lança a semana do Brasil, para incentivar a baixa de preços no varejo. Pelo menos, em Brasília obteve grande repercussão. Teve a adesão em massa do comércio local. E está sendo elogiada pelos consumidores, inclusive deve incorporar ao calendário oficial. Na reportagem do Correio Brasiliense, alguns consumidores ouvidos, afirmaram que nas compras de domingo, economizaram cerca de 30%. É claro que ainda não é com os recursos do fundo que só entrará no mercado a partir da próxima sexta-feira. O objetivo do programa é “movimentar a economia e estimular o turismo interno”, em lojas e empresas parceiras. Se a promoção atingir todo o país, teremos incentivo às vendas e o consumidor deve ser beneficiado. Para o comércio é aliviar o estoque e adquirir novos produtos que incentivará a produção. No domingo, os principais produtos procurados foram nas sessões infantis e nas lojas de calçados. Alguns segmentos conseguiram dobrar o movimento, porém, e sempre tem um porém, o lucro final será o mesmo. E aqui bato na mesma tecla o mercado se regula. Tanto é verdade que a reportagem não aborda empresas do ramo de alimentos que tenham aderido ao projeto. Estas já estão com os preços reduzidos forçadas pela concorrência. E isso é fácil de comprovar aqui mesmo em Bagé. Promoções de vendas, com preços anunciados por diversos meios publicitários atraem o consumidor. É um projeto do governo federal que visa dar animo ao comerciante chamando o consumidor. Aqui na nossa “taba” muitas empresas se estabeleceram nos últimos tempos. Promoções de inauguração lotaram as dependências. Depois volta tudo ao normal e o mercado se regula. Certo?           

Novos diálogos divulgados pela Folha

Com denúncia que em parte já se sabia, mas agora com a publicação de domingo dia 8 de setembro, pela Folha de São Paulo, em parceria com o The Intercept Brasil, “revelam conluio entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, procuradores da Lava Jato e investigadores da Polícia Federal, para vazamento do grampo ilegal da conversa entre os ex-presidentes Lula e Dilma, quando o petista aceitou ser ministro da Casa Civil da então presidente, em 16 de março de 2016. Os diálogos mostram que procuradores e integrantes da PF tiveram acesso em tempo real às conversas de Lula e Dilma, que rapidamente eram compartilhadas em grupos do Telegram com análises internas. Os agentes da polícia continuaram ouvindo as conversas entre os ex-presidentes e relatando aos procuradores pelo aplicativo, ao passo que Moro já havia pedido a suspensão das escutas. “Senhores: Dilma ligou para LILS (Luiz Inácio Lula da Silva) avisando que enviou uma pessoa para entregar em mãos o termo de posse de LILS. Ela diz para ele ficar com esse termo de posse e só usar em “caso de necessidade”, alertou o agente identificado como Prado, às 13h44min. O delegado Luciano Flores, então, determina, que o agente “transcreva literalmente tudo sem comentários” e volta rapidamente para a Superintendência da PF para subir a transcrição no sistema eletrônico de acompanhamento processual, junto com outros 44 arquivos de áudios anexados com um relatório no dia anterior, ao qual Moro teve acesso. No mesmo dia, após Lula aceitar o convite, Moro divulgou o diálogo entre os petistas cinco horas após mandar interromper a escuta telefônica. À época, a gravação levou à anulação da posse de Lula, decidida pelo Supremo Tribunal Federal. Isso porque, para a Lava Jato, a nomeação do ex-presidente seria uma manobra para ele deixar de ser investigado pela Vara de Curitiba e passar para a Suprema Corte. Às 18h40min, o procurador Carlos Fernando Santos Lima comemora no grupo de Telegram: “Tá na Globo News”. Deltan Dallagnol, então, responde: “Ótimo dia rs”. E complementa em seguida: “Caros, vamos descer a lenha até terça” (NR.: data prevista para a posse de Lula).” Os leitores deste espaço devem ter notado que a transcrição da notícia está entre aspas. É original dos órgãos de imprensa a que tive acesso. Tudo isso já era público. Só o diálogo que não. O próprio ex-juiz Moro quando a “rosca apertou” veio a público pedir desculpas pelo vazamento. Isso, é claro, para muita gente, foi uma confissão de desrespeito a lei. Justificou o vazamento por não ter se apercebido que sua decisão feria a lei. Ora bolas, comentei, se o juiz que é reconhecido no mundo inteiro demonstra ignorar a lei, o que deixa para nós leigos? Minha desconfiança acelerou. Entendem?

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