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Segunda-feira será de paralisações no Rio Grande do Sul
Publicado em 25/01/2020

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Foto: Divulgação/FS

Professores irão montar, novamente, acampamento da resistência

Na segunda-feira, começa uma série de mobilizações dos servidores públicos estaduais. Isso porque, o pacote de medidas proposto pelo governador Eduardo Leite vai à votação a partir desta data, na Assembleia Legislativa. O Cpers está mobilizando os educadores e funcionários de escola para participarem dos atos contra o pacote. Vão participar outros sindicatos, como o dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm) e o dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul.
Cpers
A mobilização começa com um ato em frente ao Tribunal de Justiça (TJ) para cobrar respeito ao direito à greve e o julgamento do corte de ponto e só termina quando a votação acabar, provavelmente, no dia 30. A diretora do 17º Núcleo do Cpers, Delcimar Delabary Vieira, informa que a luta será permanente. Um ônibus com cerca de 38 servidores sairá de Bagé, rumo a Porto Alegre, onde participarão, na segunda-feira, de um ato em frente ao TJ. “A mobilização é o nosso recurso. Vamos de novo instalar o acampamento da resistência na praça da Matriz. Estamos fazendo nossa parte. Já conversamos com vereadores de diversas cidades. Este ano é de eleição e, com certeza, para eles, é importante apoiar os servidores”, elucida. 
Delcimar comenta que a greve já foi vitoriosa. “Se não tivéssemos nos mobilizado e aderido à greve, esse pacote já teria ido à votação e  aprovado. Assim, já teríamos perdido nosso plano de carreira. Vamos continuar mobilizados até o final da votação, que deve acontecer na quinta-feira, dia 30”, completa.
Ugeirm
Entre as medidas estão alterações na previdência dos servidores estaduais; o fim das datas fixas das promoções na Polícia Civil; o aumento da idade e tempo de contribuição para aposentadoria e o fim do direito à paridade e integralidade para quem entrou na Polícia Civil após 2015.
Essa semana, a Ugeirm esteve pressionando os parlamentares para barrar as propostas do pacote de Eduardo Leite que prejudicam os policiais civis. “Durante essa semana, também é de grande importância que os policiais civis pressionem os parlamentares nas suas cidades de origem, explicando e exigindo o voto contrário às propostas que atacam à Polícia Civil e os servidores públicos estaduais”, frisa a nota publicada no site do sindicato.

Para próxima semana, “o sindicato está convocando todos os policiais civis a estarem na Assembleia Legislativa a partir da terça-feira, dia 28 de janeiro, quando devem começar a votação dos projetos do pacote do retrocesso. É importante ressaltar que, conforme aprovado em assembleia geral, a categoria continua em operação padrão até a votação dos projetos pelos deputados estaduais. O posicionamento dos policiais civis, demonstrado na assembleia geral realizada em dezembro, é claro. Não vamos concordar com propostas que tentam jogar nas costas dos policiais todo o custo da crise financeira do Rio Grande do Sul. Existem alternativas que não prejudicam os serviços públicos e nem atacam a educação e a segurança pública da população. É isso que o sindicato vai cobrar dos parlamentares”, diz a nota.
Fiscais agropecuários
Os fiscais agropecuários estaduais irão paralisar a partir de segunda-feira. A decisão da categoria integra a mobilização de servidores ligados ao Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul (Sintergs). Conforme o site oficial do Sintergs, em 2019, a greve unificada dos servidores públicos foi histórica e conseguiu barrar a votação da maior parte do pacote de medidas do governador Eduardo Leite.

“Neste momento, em que estamos vivendo o maior ataque aos serviços públicos e aos direitos dos servidores, precisamos manter essa unidade e mobilização. Conforme deliberado em assembleia geral unificada, realizada na manhã de terça-feira (21), os servidores estaduais representados pelo Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul decidiram retomar a greve iniciada no mês de novembro de 2019 a partir do próximo dia 27 de janeiro (segunda-feira); data em que inicia a convocação extraordinária da Assembleia Legislativa que deverá analisar os projetos do pacote da morte de Eduardo Leite. Os servidores públicos do Estado têm consciência da relevância dos serviços prestados à população. Em função disso, manterão 30% das atividades consideradas essenciais em funcionamento, como determina a legislação. Outras atividades que não são consideradas essenciais poderão ser totalmente interrompidas a partir de segunda-feira. As razões para a greve são bastante conhecidas da população gaúcha: o persistente atraso no pagamento dos salários do funcionalismo, que afeta os servidores e também os familiares; a falta de reposição salarial nos últimos cinco anos, que causa perdas superiores a 30% nos vencimentos; e o pacote de reestruturação administrativa do Estado proposto pelo governo, que retira direitos adquiridos dos servidores públicos e precariza ainda mais a prestação de serviços à população, atingindo aos mais pobres”, aponta a nota.

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