No Ar
Folha do Sul
Web Rádio

Cartão do vale-alimentação
Secretário recebe sindicalistas para falar de mudanças no processo
Publicado em 07/09/2019

Geral

Foto: Maritza Costa

Encontro reuniu representantes dos sindicatos e do Executivo

O secretário municipal de Economia, Finanças e Recursos Humanos, Cristiano Ferraz, recebeu nesta sexta, os presidentes e outros representantes das diretorias do Sindicato dos Municipários de Bagé (Simba) e Sindicato dos Professores Funcionários de Estabelecimento Municipal de Educação (Sinprofem). O objetivo foi tratar sobre as recentes mudanças no vale-alimentação.
De acordo com informações da coordenadoria de comunicação da prefeitura, Ferraz explicou todo o processo que levou à mudança, motivado por uma determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) exigindo um processo licitatório. “O município precisou abrir licitação, que foi o pregão eletrônico 9/2019, no qual sagrou-se vencedora, dentre sete empresas que participaram do certame, a Expertise Soluções Financeiras – Onecard”, disse.
O secretário afirmou que o município teve o cuidado de estabelecer alguns critérios, entre eles, que a empresa vencedora tivesse, no mínimo, 45 estabelecimentos cadastrados nos mais diversos ramos e contemplando o maior número possível de bairros da cidade.
Ferraz disse que o problema que está gerando a reclamação dos usuários é uma falta de acordo entre a administradora do cartão e as empresas com relação à taxa praticada, considerada alta pelos mercados. “Trata-se de uma questão mercadológica da qual não temos gerência. Ainda assim, estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance para que haja este diálogo entre as empresas e um meio termo seja acertado, mantendo o oferecimento dos serviços ao servidor”, argumentou. Ele informou que fez contato com representantes de duas redes de supermercado de Bagé que deixaram de aceitar o cartão.
Ferraz falou que a taxa praticada pela empresa vencedora tem pouca diferença das demais que ficaram na segunda e terceira colocação, o que indica que é a taxa do mercado. A antiga administradora do vale, banco Banrisul, ficou na última colocação da licitação. “A vencedora tem um prazo de até 60 dias, contados da assinatura do contrato (junho), para cumprir todas as exigências. Estamos justamente nesta fase de ajuste. Até então, a empresa cumpriu todos os requisitos legais licitatórios e, se porventura nesse prazo não cumprir a exigência do número de empresas cadastradas, a prefeitura pode rescindir o contrato e chamar a segunda colocada e assim sucessivamente”, explicou Ferraz.
Mesmo sem gerência efetiva sobre a negociação entre administradora do cartão e empresas, o secretário garante que o poder público busca solucionar a questão, promovendo o diálogo entre as parte envolvidas. 

Deixe sua opinião