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São Pedro será modelo em escola cívico-militar
Publicado em 12/09/2019

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Foto: João A. M. Filho

Ações para implantar melhorias já começaram, destaca Smed

Lançado na semana passada pelo governo federal, o programa de criação de escolas cívico-militares no Brasil deverá implantar mais de 200 instituições nesse formato no Brasil até o ano de 2023. Bagé foi reconhecida como cidade que será modelo para implantação do projeto no país. No programa, a instituição que receberá recursos já a partir de 2020 para adequações é a São Pedro. O projeto de revitalização completa da escola está orçado em R$ 9 milhões.

Conforme a titular da Secretaria Municipal de Educação e Formação Profissional (Smed), Adriana Lara, as tratativas para a implantação desse projeto vem desde o mês de janeiro, quando o prefeito Divaldo Lara retornou de agenda em Brasília em que, após encontro com o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, pediu que fossem implantadas duas escolas cívico-militares em Bagé. Adriana destaca que a pasta ainda não tinha o modelo de como fazer para implantar esse formato de instituição. Com isso, foi montado o modelo de projeto e definidas as escolas São Pedro e João Severiano. “A partir disso, começamos a montar o nosso projeto que foi discutido com o Conselho Municipal de Educação; fizemos audiências públicas e, obviamente, debatemos com a equipe da secretaria. Nós não pegamos um projeto pronto do governo federal. Não! Nós montamos o projeto. Depois, passamos por todas as etapas burocráticas, o projeto foi aprovado na Câmara de Vereadores, transformando, assim, as duas instituições em Escola Cívico-Militar São Pedro e Escola Cívico-Militar João Severiano”, detalha a secretária.

Reconhecimento

Adriana relata que há cerca de um mês foi apresentado, em Brasília, o projeto de revitalização da Escola São Pedro, ao vice-presidente Hamilton Mourão. Nele, conta toda uma revitalização da estrutura da escola que contém 10 mil metros quadrados. “Após apresentarmos para o vice-presidente, o projeto também foi levado para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que ficou encantado com a iniciativa, principalmente por já termos vencido todas as etapas burocráticas. Dessa forma, a São Pedro foi reconhecida para ser piloto desse programa e Bagé pioneira nessa ação”, ressalta a secretária, que aponta que a instituição será diferenciada de outras instituições de cunho cívico-militar porque será estabelecida uma ampliação do tempo de permanência dos alunos na escola, de quatro para cinco horas-aula. “Ela prevê que os instrutores trabalhem em sala de aula com os nossos alunos com todas as noções de educação desenvolvidas no Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas), porque a grande maioria desses profissionais atuaram pelo programa. Dessa forma, os estudantes receberão conhecimentos já apresentados no programa, em aspectos que tratam de disciplina, hierarquia, solidariedade, camaradagem. Ou seja, valores indispensáveis para a construção cidadã de cada pessoa e que muitas vezes não podem ser disponibilizados a contento pela família ou pelos professores, então os instrutores entram com esse olhar que é muito importante”, comenta Adriana Lara.  

Instrutores

Ao todo, serão 10 instrutores, que foram escolhidos a partir de processo de seleção feito neste ano. Os instrutores são todos oriundos do Exército, da Brigada Militar (Proerd) e Corpo de Bombeiros. “São pessoas altamente qualificadas que atendiam a requisitos como já terem práticas e conhecimentos pedagógicos e por também serem oriundos do Proerd. Sendo que seis irão atuar na São Pedro e quatro na João Severiano e o custo desses monitores será absorvido pelo município. Os instrutores já estão nas escolas, mas ainda não estão atuando em sala de aula”, explica. A secretária informa que há dois meses já começaram reformas na São Pedro, intervenções com recursos próprios. Em breve, será feita licitação para aquisição do uniforme escolar que será usado pelos estudantes no próximo ano.

Melhorias e novas estruturas

Conforme Adriana, os alunos que já estão matriculados nessas duas escolas contam com a vaga garantida para o ano que vem. Para novos alunos, será lançado um edital para inscrições e um sorteio público para preenchimento das vagas será realizado. Para a revitalização, a escola São Pedro já contará com o montante de R$ 1 milhão em 2020. A partir disso, o município irá buscar mais recursos com parlamentares para contemplar o restante de recursos que vai ser demandado com a obra. Pelo projeto, serão construídos novos espaços na estrutura da escola, tais como: piscina térmica; quadra poliesportiva; pista de atletismo; sala de multimeios; melhorias em equipamentos para as salas de aula; revitalização da sala de informática; instalação de elevadores; sala dos professores equipadas com computadores; duas entradas para os estudantes: na frente para os maiores e, na parte de trás, para os menores. “Teremos também um memorial do São Pedro, onde será apresentado a história da escola. Nosso trabalho é para ter uma instituição de referência”, complementa Adriana Lara.

Tempo integral e Ensino Médio

Conforme a secretária, o objetivo, posteriormente, é transformá-la em uma escola de tempo integral e de Ensino Médio. “Esse é o desejo do governo municipal porque aí fecha todo o ciclo de preparo desses estudantes até a universidade. Ou seja, não só oferecer aos alunos questões relacionadas à disciplina, hierarquia, solidariedade, mas também proporcionar educação de qualidade. Por isso, eu preciso reformar essa estrutura para ter os espaços adequados para oferecer a essas crianças e adolescentes. Nosso objetivo é esse: fazer toda a revitalização para que possamos ter o turno de tempo integral e aplicar o Ensino Médio na instituição”, enfatiza Adriana Lara, que complementa que, em breve, serão ouvidos pais, alunos e direção, para ver se a comunidade escolar quer acrescentar mais iniciativas no projeto de revitalização da São Pedro.

“Eu volto a dizer que Bagé terá as maiores e melhores escolas cívico-militar do Rio Grande do Sul, quem sabe do Brasil, trabalhamos para isso, tanto é que foi reconhecido pelo ministro da Educação. E tudo isso aliado à articulação política. Se nós conseguimos colocar Bagé no cenário nacional com essa iniciativa-piloto é porque tivemos o compromisso e a articulação feita pelo prefeito Divaldo Lara, de incluirmos Bagé no programa federal”, salienta Adriana.

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