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Samba de enredo tem que ter harmonia
Publicado em 09/08/2019

Visão Geral

Agora, o samba-enredo (não de enredo), na maioria das vezes não tem harmonia e muito menos embasamento. Este tipo de samba faz parte da política. E agora está, abertamente, incrustado em setores da Justiça. Os defensores do Lula entraram na Justiça pedindo a suspeição do juiz Moro, hoje ministro. Pois bem, não sei se coincidência ou proposital, a juíza substituta, Carolina Lebbos, atendendo pedido do superintendente da Polícia Federal, autorizou a transferência de Lula para São Paulo. Outra vez a defesa de Lula recorreu ao STF, que decidiu ontem suspender a transferência. O que alegam as partes: A chefia da PF reclama da aglomeração de pessoas em volta do local desde a prisão do petista. A justificativa da juíza, ao autorizar a transferência, baseia-se em um fato que gera desconfiança (pelo menos para mim), o que não é muito difícil de entender: “O prisioneira já foi julgado em segunda instância e não cumpre prisão cautelar”. Aí vem duas questões: Ele está preso há mais de ano, porque só agora a superintendência da PF solicitou a transferência baseada na aglomeração de pessoas, coisa que acontece há muito tempo? E aí entra a velha lógica: O pedido de impedimento, do juiz Moro, que está na segunda turma do Tribunal, foi realizado logo no início das denúncias do jornalista americano. Portanto, para a defesa de Lula, a prioridade é julgar o impedimento. A tese foi acatada pelo STF por 10 votos a um. Marco Aurélio Melo, na justificativa de seu voto, afirmou que a defesa deveria apelar ao TRF-4 em Porto Alegre, para depois ao Supremo. Essa é a razão para que se suspeite que a decisão foi “orquestrada”. Ainda não tem data para a segunda turma do supremo julgar o pedido de impedimento de Moro. Como a decisão de suspender a transferência determina  que só após o julgamento de Moro poderá voltar à tona a transferência de Lula, tiro minha conclusão, que é simples: Parte da pena que já foi cumprida por Lula na condenação do triplex lhe dá direito à prisão domiciliar, e isso pode acontecer no próximo mês, vão empurrar com a barriga até lá. Lógica ou não?

Guedes admite possibilidade de troca na Coaf   

 O Ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu a possibilidade de mudança no comando da Coaf (Controle de Atividades Financeiras). "Uma cabeça rolar pode até acontecer, mas desde que haja um avanço institucional". O presidente da Coaf, Roberto Leonel, foi indicado pelo Ministro da Justiça, Sergio Moro, que está pisando em areia movediça desde o momento que o site “The Intercept”, do jornalista Glenn Greenwald, começou a publicar os “bate-papos” entre coordenadores da Lava Jato e o então juiz Moro. Estourou nas denúncias contra Toffoli e Gilmar. O presidente do Supremo, atendendo a um pedido do senador Flavio Bolsonaro, também sendo investigado por informações da Coaf, determinou paralisação das investigações, sem autorização judicial, originadas por dados de órgãos de controle,  como Receita Federal e Coaf. Mais de 130 investigados sobre “movimentação financeira superior a sua capacidade de arrecadação” estão faceiros. Liberou geral. Porém, e sempre tem um porém, “não há bem que sempre dure nem mal que não acabe”. Vai com jeito vai, senão um dia a casa cai. A velha marchinha de carnaval vem a calhar neste momento. Certo?      

 

Eike Batista é preso novamente pela Lava Jato

O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Eu sei que muita coisa, com o passar do tempo, cai no esquecimento. Em janeiro de 2017 ele foi preso após condenação a 30 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Ficou comprovado que ele liberou propina de 52 milhões (Uma ninharia!), para garantir que as empresas dele fossem beneficiadas pelo então governador Cabral. Em abril do mesmo ano foi beneficiado por decisão do ministro Gilmar Mendes e passou a cumprir prisão domiciliar. Agora passa a morar na cadeia. Até quando? Até que alguma ação de seus defensores seja levada a julgamento. Mas não foi só contra ele os mandados de prisão. Seu contador Luiz Artur Correia, conhecido por “Zartha”, não foi encontrado porque está no exterior. Deve ter fugido. E sua rota de fuga através de nossas fronteiras abertas. Ou alguém tenha “esquecido” de pedir seu passaporte e ele viajou tranquilo em algum jatinho de seu patrão. Devia ser um contador de extrema confiança do Eike. Sabia demais. Então se mandou do Brasil para curtir férias com o dinheiro dos contribuintes do Rio de Janeiro. Pode até demorar, mas chega o dia que a Justiça cai sobre a cabeça dos corruptos. Não pensem que parou. Algumas cabeças ainda vão rolar. Nomes devem ser substituídos na Justiça. A democracia se firma. Certo?     

 

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