Saiba quem ganha em crises como a atual
Publicado em 23/05/2020

Opinião

É um tema que muitos desconhecem porque raramente é divulgado. Logo que se tornou pública a crise atual, neste espaço, colando notícias publicadas pela imprensa (nacional e internacional) informavam que a China havia adquirido empresas internacionais e investido muito dinheiro. Muitos empresários que não queriam perder com a crise, venderam suas ações, na maioria, adquiridas por empresários chineses. Para alguns, pode ter se constituído em surpresa. Para outros, nem tanto. Mas poucos capitalistas acabaram aumentando seu patrimônio. Comentei neste espaço, enquanto alguns milhares perdem seus empregos, centenas aumentam seu poder ao adquirirem ações. Mas a matéria só se referia à China. Eu fique a pensar (às vezes, o faço) só a China? E só nesta pandemia? Claro que não. Cada guerra entre países propicia o aumento de poder da indústria bélica, mas, não fica de fora a indústria farmacêutica. E isso não é balela. É a constatação.  Pois bem, ontem, li no G1 da Globo, a seguinte matéria: “Bilionários dos EUA, enriqueceram ainda mais com a pandemia”. De 18 de março a 19 de maio, portanto, em dois meses a fortuna de 600 bilionários norte-americanos cresceu 15%. Ou seja, o total foi de 430 bilhões de dólares. No cambio atual, dois trilhões e quinhentos bilhões de reais. Para se ter uma ideia, a dívida pública brasileira é um pouco mais de um trilhão de reais, (mais ou menos). Isso é apenas um parâmetro. Porque ninguém é obrigado a abrir mão de suas fortunas pessoais, para ajudar o Brasil. Apenas serve de constatação que cada crise gerada, ou não, visa aumentar o poder de cada investidor. Muitos provocam crises para aumentar seu patrimônio. Alguma novidade? Basta olharmos os movimentos das bolsas de valores em relação ao dólar. É uma verdadeira balança: Quando uma sobe, a outra desce. O investidor vende na alta e compra na baixa. Mas não tem nada irregular é a lei de mercado, que é livre. Ou não?
Bolsonaro defende abertura radical 
Na reunião de quinta-feira, matéria publicada, ontem, 22 de maio, o presidente pregou a volta responsável ao trabalho, estimulando às pessoas a ir ao serviço usando máscaras. Também não contém nenhuma novidade. É o que há um bom tempo vem pregando. Ele foi mais além ao afirmar: "Nós temos que convencer o povo a usar a máscara. Se nós dizemos que evita o contágio, vão poder trabalhar de máscara. Se não puder trabalhar de máscara é sinal de que a máscara não funciona". Como diria Nelson Rodrigues: “Isso é o óbvio ululante”. Pois é! Acontece que as próprias autoridades, principalmente da OMS, que estão servindo de base para os demais países, deixam muito a desejar. Primeiro, a exigência foi o tal ‘fique em casa’. Depois, o ficar em casa, seria apenas para as pessoas com maior risco de contaminação. Neste aspecto, ‘como comissão de frente’, foram escalados os idosos, diabéticos, com problemas cardíacos. A tal ponto chegou que os idosos teriam horário especial (das 8h às 9h) para serem atendidos nos bancos. Após, foi seguida pelos supermercados. A pergunta que fiz: “Neste horário o vírus está dormindo”. As máscaras e o distanciamento de dois metros evitariam a proliferação do vírus. A ciência começou a trabalhar e indicou alguns medicamentos como solução para atacar o vírus ‘até que descobrissem a vacina’. Indicaram alguns medicamentos, há muito tempo liberado para uso da medicina, que teriam sido eficazes em alguns casos, para os infectados pelo vírus. Remédios contra o ebola, aids e outros mais que atingem a mais de 30, inclusive, a Cloroquina, que passou a ostentar a bandeira da ‘direita’. Outros, contrapondo levantaram a bandeira da ‘esquerda’. A politização (ou politicagem?) entrou em campo. A guerra política no Brasil entre o bem e o mal confundia e confunde a população leiga. Agora, a própria OMS volta atrás: “A máscara não impede a contaminação e alerta para o risco de a pessoa ter uma falsa sensação de estar completamente protegida do vírus ao usá-la”. O que sempre tenho defendido é a divulgação incompleta que chega ao público. Grande parte das pessoas declaradas contaminadas foram tratadas e ficaram curadas do vírus. Outras morreram. Outras nem sentiram. Outras, a grande parte, era ‘alarme falso’. Tudo dentro da previsão inicial. Tenho repetido a pergunta: aquelas pessoas declaradas como curadas foram medicadas com qual produto?  Aí ficaria constatado que existem remédios que estão sendo aplicado que ajudaram na cura de algumas pessoas. Por que não divulgam? Porque não interessa a alguns setores. Ou porque isso pode mostrar a eficácia de certos remédios, que vai dar respaldo ‘político’, que será usado na próxima eleição. Estou falando no Brasil. Agora, que será liberado recurso para os estados e municípios, a abertura do comércio, rodeada por todos os protocolos da saúde, está sendo intensificada. Faz parte do jogo político. Acredite quem quiser.  

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