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Rumo a um governo 100% digital 29_11_19
Publicado em 29/11/2019

Opinião

Foto: Divulgação/FS

Diretor-técnico do DetranRS

Neste novembro, o Rio Grande do Sul deu mais um passo rumo a um governo 100% digital. Dos oito projetos lançados pelo governo do Estado no portal RS Digital, três foram do DetranRS. Além do documento do veículo no celular (CRLV digital), os gaúchos poderão fazer, pela internet, a apresentação de condutor infrator e imprimir guia para retirada de carro de depósito. Para os proprietários de veículos, também foi lançado o registro on-line de alerta de furto e roubo.

São avanços importantes e esperamos grande adesão dos gaúchos. Quando foi lançada a CNH digital, em dezembro do ano passado, o RS foi um dos Estados que mais solicitou o documento. Isso mostra a grande demanda por esse tipo de serviço, que estamos priorizando.
O Rio Grande do Sul foi o primeiro Estado a aderir ao Rede.gov.br, pacto da Estratégia Brasileira para Transformação Digital (E-Digital), e temos trabalhado fortemente nesse sentido. A transformação digital é um conceito muitas vezes incompreendido. Não se trata de replicar no digital o mesmo serviço que se faz no analógico. Não adianta só empregar tecnologia. É preciso transformar completamente o processo para uma realidade nova. Ou seja, rever processos, melhorar fluxos, modificar rotinas, eliminar etapas desnecessárias, desburocratizar.
A ideia é de um governo “figital”, que continue ofertando os serviços físicos, cada vez com mais qualidade, mas traga também a facilidade do digital. Queremos que nada do que possa ser feito pela internet exija o deslocamento e a presença do condutor ou proprietário de veículo. Ou nada que possa ser feito on-line exija formulários ou cópias de documentos em papel.
A transformação digital em curso exige dos gestores duas posturas disruptivas: a primeira é se identificar como prestadora de serviço, enxergando o cidadão como um cliente. Isso muda a forma da administração pública se reconhecer. E a segunda é sempre consultar o usuário que vai utilizar o serviço, não só o prestador do serviço. Temos de entender as reais necessidades das pessoas para poder atendê-las. Protagonismo é palavra de ordem no modelo do século 21.

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