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RS ganha novas Patrulhas Maria da Penha para combater violência contra a mulher
Publicado em 18/10/2019

Segurança

Foto: Guilherme Hamm/EspecialFS

Ativista Maria da Penha participou do seminário

A Brigada Militar anunciou oficialmente nesta semana a criação de oito Patrulhas Maria da Penha, reforço importante para o projeto, criado em 2012 para prevenir e combater a violência contra a mulher. Com as novas patrulhas, todos os 18 municípios que integram o Programa RS Seguro passam a contar com o serviço, que já atende 40 cidades gaúchas.
Desenvolvidas pela primeira vez no Rio Grande do Sul e replicadas em outros estados, as Patrulhas Maria da Penha já resultaram em 79 370 vítimas cadastradas, 2 033 palestras de prevenção, 107 507 visitas realizadas e 923 prisões por descumprimento de Medida Protetiva de Urgência (MPU).
O nome das patrulhas é uma alusão à Lei 11.340, de 2006, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha, que tornou mais rigorosa a punição para os agressores, principalmente quando a violência ocorre no âmbito doméstico e familiar. Foi o que ocorreu com quem dá nome à lei, a cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que, em 1983, ficou paraplégica após sofrer duas tentativas de homicídio pelo próprio marido.
Maria da Penha, 74 anos, ativista símbolo do combate à violência contra a mulher no país, foi a Porto Alegre como convidada de honra do 3° Seminário Estadual das Patrulhas Maria da Penha, organizado pela adjuntoria de Polícia Comunitária da BM. “É emocionante estar aqui. A gente sente que os homens estão do nosso lado. A questão da violência contra a mulher tem acontecido por causa de uma minoria. A maioria está envolvida, sabe que a lei é importante para uma sociedade saudável”, afirmou ao chegar no evento. 
Sob o olhar de policiais militares gaúchos, Maria da Penha disse que a Lei 11.340 “trouxe de volta a dignidade da mulher brasileira”. Ela defendeu políticas públicas como as patrulhas e a importância da educação no combate a esse tipo de violência. “Peço que os gestores públicos se comprometam com essa causa. Precisa-se investir em educação a partir do ensino fundamental, para que a criança tenha esse conhecimento já na infância. Assim, ao observar uma violência dentro de casa, ela pode fazer a diferença e não reproduzir esse comportamento”, disse.

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