Restaurante Popular deve reabrir com horário ampliado
Publicado em 29/05/2020

Geral

Foto: Aline Sabedra/EspecialFS

Para evitar aglomerações como na foto, Smasi deve adotar outras medidas

    Fechado desde a segunda quinzena de março, quando começou a pandemia de coronavírus em Bagé, o Restaurante Popular deve reabrir no dia 15 de junho. A previsão foi divulgada pela Secretaria de Assistência Social, Habitação e Direitos do Idoso (Smasi), após uma série de reclamações por parte dos usuários e o apoio de vereadores da oposição, que se mobilizaram e levaram à questão ao plenário, durante a realização das sessões extraordinárias, na última quarta-feira.
    De acordo com a pasta responsável pelo restaurante, alguns cuidados deverão ser tomados nesse retorno. A higienização do local será aprimorada, todas as pessoas que estiverem nas dependências do restaurante deverão utilizar máscaras, também será disponibilizado álcool em gel 70% na entrada para a higienização das mãos. Mas a principal medida se refere ao horário de funcionamento. A secretaria ainda não definiu o horário exato, mas adiantou que será ampliado para evitar aglomerações. Durante as refeições, também serão mantidos apena dois usuários por mesa, para garantir o distanciamento no interior do restaurante. 
    Outra preocupação da secretaria diz respeito às filas que se formam na parte externa do restaurante.  “Quanto à fila, que se forma na calçada, de imediato, solicitamos aos usuários que mantenham um distanciamento mínimo. Todas as recomendações são amplamente divulgadas e o cuidado é imprescindível para que o vírus não se espalhe, solicitou o titular da Smasi, João Pedro Finger.
    Segundo informações divulgadas pela pasta, o Restaurante Popular atende uma média de 180 pessoas por dia. Destas, aproximadamente 80% integram o grupo de risco para a covid-19. “A maioria são idosos ou apresentam algum tipo de comorbidade. São pessoas que podem ser contaminadas facilmente”, explicou Finger. Isso teria motivado a decisão de fechar as portas do restaurante durante a pandemia. Para não deixar os usuários desassistidos, a secretaria elaborou um cronograma de visitas aos cadastrados para entregar cestas básicas. “O problema é que têm muitas pessoas que fazem as refeições no restaurante, porém, não estão cadastradas. Essas ficam mais difíceis de verificar a situação”, relatou o secretário.

Negociação
    Durante as sessões extraordinárias, houve uma negociação para a reabertura do restaurante envolvendo os vereadores da oposição, base aliada e Executivo. Um grupo de usuários do restaurante realizou um protesto em frente ao local na última quarta-feira. Eles reivindicavam a reabertura do espaço que atende moradores de rua, assistidos pela Smasi, trabalhadores informais, pessoas em situação de vulnerabilidade, entre outros. Uma das responsáveis pela negociação, a vereadora Beatriz Souza (PSB), usou as redes sociais para comentar o fato. “Triste foi negociar um direito essencial, que é alimentação digna! Tínhamos que discutir melhorias deste direito”, afirmou. 

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