Rematão apresenta crescimento em vendas em 2020
Publicado em 03/02/2020

Rural

Foto: Elieser Noble/Especial FS

Grande volume de animais em oferta marcou evento

 

O mês de janeiro demonstrou ser de grande valorização da ovinocultura nos eventos da temporada das feiras de verão. Se no começo do mês, a Agrovino de Bagé, consolidou-se como espaço de negócios com elevada comercialização de animais; o final de janeiro demonstrou que 2020 inicia positivo para o segmento. Isso pode ser ressaltado pelas vendas obtidas na 36ª Feovelha que encerrou ontem, em Pinheiro Machado. Em especial, no Rematão, onde diversos criadores de regiões distintas buscaram no leilão a oportunidade de adquirir exemplares.
Se a Rainha da Fronteira também contou com um evento com grande número de animais inscritos de rebanho geral, a Feovelha o tem há alguns anos; no entanto, o de 2020 demonstra ser o de recuperação não só para a atividade quanto para a própria feira. O Sindicato Rural de Pinheiro Machado destacou que o clima de expectativa positiva que se desenhava há alguns dias pela entidade, veio por se confirmar na sexta-feira. Isso porque a oferta de ovinos cresceu muito em relação a edição passada do Rematão. Em 2020 o Rematão comercializou aos produtores das mais diversas regiões do Brasil, 2438 animais, de raças voltadas a produção de lã e carne.
Com isso, o faturamento deste ano foi de R$ 800 mil no evento comercial, o que representa um incremento de 80% na edição de 2019. O número de animais apresentou um aumento de 60% (na edição de 2019 foram vendidos no primeiro dia 1512 ovinos). A média foi de R$ 328,13, incremento de 12,7% em relação a 2019 (R$ 291,00 por animal). Porém, deve-se fazer a ressalva que o número de ovinos que chegaram ao parque Charrua em 2019 foi menor, também em função das adversidades climáticas daquele período, quando fortes chuvas afetaram a metade sul gaúcha.
Valorização
Contudo, o que fica é a sinalização de um cenário favorável para a ovinocultura gaúcha. Para Luiz Fernando Simoni, leiloeiro rural da empresa Pioneiro Remates, a atividade está vivendo um momento de valorização, “Houve um crescimento expressivo na ovinocultura com a valorização da atividade diante ao mercado consumidor, o brasileiro aprendeu a consumir a carne ovina”, comentou.
Ainda conforme Simoni, o mercado de Santa Catarina é responsável por 70% do consumo da carne de cordeiro. “Diante de um mercado exigente é necessário que o produtor não só aumente a produtividade mais melhore em qualidade, a exemplo do que foi apresentado no remate de ontem” finalizo Simoni.
Já o secretário da junta governativa do Sindicato Rural de Pinheiro Machado, Paulo Alves, o Rematão destacou números muito bons. “Houve um grande empenho por parte do nosso presidente Edson Hélio Souza Farias, o Misura, que se empenhou em contactar com os criadores da região, para trazer o que a de melhor da ovinocultura para os pavilhões de remates da Feovelha”, afirmou Alves.

BOX 1 - Números
- Não definidos: R$ 274,75 (345 animais)
- Animais Raças/Cruzas: R$ 247,19 (96 animais)
- Raça Corriedale: R$ 380,32 (494 animais)
- Raça Hampshire Down: R$ 254,05 (84 animais)
- Raça Ideal: R$ 340,07 (422 animais)
- Raça Merino Australiano: R$ 338,42 (158 animais)
- (animais pretos): R$ 299,85 (66 animais)
- Raça Suffolk: R$ 493,33 (27 animais)
- Raça Texel: R$ 321,59 (743animais)

BOX 2 - Médias
2020 – R$ 328,13
2019 – R$ 291,54
2018 – R$ 209,64
2017 – R$ 234,30
2016 – R$ 204,39
 

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