No Ar
Folha do Sul
Web Rádio

Relatos de superação e esperança marcam ato pelo Outubro Rosa na Unacon
Publicado em 19/10/2019

Geral

Foto: João A. M. Filho

Susana enfatizou satisfação em proporcionar bem-estar às pacientes

Cerca de 60 familiares, pacientes e profissionais de saúde se reuniram ontem na Unidade de Oncologia de Alta Complexidade (Unacon) para participar da atividade “Saúde: Conversa e quitutes”, que se estendeu por toda tarde e teve programação voltada à conscientização e prevenção ao câncer de mama, em ação alusiva ao Outubro Rosa. O público participou de atividades culturais, rodas de conversas e palestras com profissionais da saúde, além de receber orientações e ouvir relatos de quem venceu a doença e atividade especial para promover a autoestima.

Profissionais

Segundo as enfermeiras Monique Gomes, 29 anos, e a farmacêutica Hanan Laila, 32, a ação, que acontece todos os anos, teve o diferencial de ser voltada em 2019 à população de Bagé. “Nossa ideia de fazer um bate-papo recebeu muitos apoios e teve recepção maravilhosa do público”, disse Hanan. Foi o primeiro trabalho dela, que atua desde 2013 na Unacon: “É uma troca de experiências diária, pois aprendemos muito com as histórias de superação de cada uma delas”. Por sua vez, Monique atua desde 2014 e ressaltou que a empatia da equipe com as pacientes ajuda a superar a fase do tratamento: “Nos colocamos no lugar do paciente para auxiliar na transposição das fases mais difíceis do processo”.

Experiências

Foi justamente sobre a fase mais difícil do tratamento que a operadora de caixa Viviane Lemos Berdet, 38, asseverou que o apoio da família, amigos e do grupo “Borboletas que cantam”, a fizeram superar as dificuldades na busca da cura. Ela teve o diagnóstico confirmado há cerca de quatro anos e passou por duas cirurgias. Hoje, ela mantém acompanhamento regular, porém, foi com o apoio do suporte do grupo e da família que Viviane realizou o sonho de ser mãe, novamente. “Quando soube do câncer, pensei ser uma sentença de morte e não queria contar para a minha família. Foi com acompanhamento psicológico e muito apoio da equipe da Unacon que consegui superar a doença e muito da minha motivação veio de poder ver meu filho, Gabriel Felipe Berdet da Fontoura, 19, crescer e chegar à vida adulta. Venci por ele”, disse.

O sorriso  e a tranquilidade da professora aposentada Lídia Maria Lopes da Silva, 63, contrasta com a história de desafios que enfrenta desde 2011. Desde então, ela passou por seis cirurgias, três delas neste ano. Contudo, ela tem superado cada obstáculo com o apoio da família, amigos e também pela participação no grupo Borboletas que cantam. “O que me leva sempre adiante é a fé, a minha família, os amigos e a confiança no trabalho da Unacon, além do suporte que encontro entre as Borboletas”, frisou. Acompanhada de perto pela sobrinha, Milena da Silva Dias, 11, ela disse que se sente segura para seguir em frente, enquanto Milena comentou: “Ela sempre me ajudou quando precisei e agora ela precisa de nós”.

Vitoriosa

A data de ontem marcou um acontecimento especial para a produtora rural Izimari Mazzini, 56. É que ela fez a última sessão de quimioterapia e continuará o acompanhamento, porém, com a certeza é que o pior já passou. Para marcar a nova fase, ela recebeu tratamento especial da maquiadora e micropigmentadora Susana Freitas, 32, que enfatizou que realiza o sonho de poder auxiliar as pessoas a recuperar a autoestima. “Sempre foi um desejo que através do meu trabalho, pudesse proporcionar bem-estar, qualidade de vida e resgatar a autoestima dessas guerreiras nesse momento difícil”, comentou.

Izimari passou por uma cirurgia e seis sessões de quimioterapia, e ressaltou que superou todos os obstáculos com apoio da família. “Sempre tem altos e baixos, porém, tem que ter fé e acreditar, seguir em frente”, afirmou. Foi justamente o diagnóstico e a intervenção precoce que garantiram o resultado. Conforme Hanan, 95% dos casos de câncer de mama são curáveis, se detectados na fase inicial, por isso, a prevenção é necessária. “É preciso compreender que o diagnóstico não é uma sentença e que a cura é possível”, sustentou. “Aprendi aqui que existe vida e esperança”, acrescentou Viviane. “Nunca desista”, disse Lídia.

Deixe sua opinião