Região da Campanha deverá ter incremento em área com olivais
Publicado em 29/06/2020

Rural

Foto: AgroUrbano Comunicação/Especial FS

Safra deste ano foi prejudicada pelo clima

Nos últimos anos, a olivicultura tem ganhado espaço no setor da produção rural da região. Em 2019, a primeira safra no município de Bagé apresentou resultados muito satisfatórios; já neste ano, o clima prejudicou a produtividade dos olivais implantados. No entanto, esse cenário desfavorável não deverá reduzir os investimentos para a cultura.

Em contato com o jornal Folha do Sul, o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura, Paulo Marchioretto, comentou que a Região da Campanha é considerada, hoje, como maior polo produtor de azeitona. “A tendência é de aumento da área plantada, tendência essa que se vê, inclusive, para outras regiões do nosso Estado, hoje o maior produtor de azeite extravirgem no Brasil”, ressalta o dirigente.

Sobre os impactos da produção desta safra, Marchioretto, reitera que a safra foi prejudicada, principalmente, por problemas climáticos, primeiro pelo excesso de umidade e também de chuva no período de polinização e, depois, pela estiagem. Questionado sobre a pandemia do novo coronavírus e os possível problemas para a cultura, o presidente da Ibraoliva reitera que ela não afetou a safra. “Quando a pandemia começou a se propagar em território brasileiro, já havia acontecido a colheita da azeitona; no entanto, atingiu a comercialização. A Feira do Azeite que acontece em Porto Alegre, no pátio da Secretaria da Agricultura, teve que ser retomada no dia 6 de junho, com as precauções da pandemia”, comenta Marchioretto.

Para a próxima safra, o presidente da Ibraoliva, destaca que, até este momento, é de uma safra boa para o ano de 2021, a se manter as condições climáticas, principalmente em especial, pela previsão de frio no inverno.

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