Questão de lógica
Publicado em 26/11/2015

Editorial

O planejamento urbano das grandes cidades vem sendo pauta constante na atualidade. E não apenas no que engloba as metrópoles e capitais, mas também os municípios que enxergam suas áreas urbanas crescendo exponencialmente. E o tema tem todo o sentido de ser levado ao debate. O número de veículos, em cada canto do Brasil, aumentou e, assim, exige atenção urgente dos órgãos regulamentadores.
Em Bagé, para se ter um exemplo local bem evidente, é fato que as principais vias – com destaque para as mais centrais – não comportam o intenso tráfego de veículos nos horários de pico. A lentidão de movimentação é visível. Mas mobilidade não abrange apenas esse aspecto, e sim toda uma estrutura.
O acesso ao bairro Tiaraju, até hoje, não conta com um regramento específico para controlar a entrada e saída de veículos. São seis pontos que permitem o vai-e-vem, mas nenhum, porém, em formato considerado adequado.
Pensando nesse ponto, uma articulação da vereadora Sônia Leite (PP) trouxe, ontem, até o município, representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito, o Dnit – para quem não sabe aquele trecho é uma rodovia federal, a BR-473. Após visitar o trecho, e se reunir com o secretário de Transportes e Circulação, os técnicos apontaram para uma solução, em duas fases: a primeira será a implantação de uma sinalização específica, como forma de regular o tráfego; já a segunda consistirá em um estudo de uma rótula próxima ao arco, que deverá funcionar como ponto único de acesso à localidade.
A execução de ambas as medidas ainda não tem prazo para concretização. Porém, consiste em um modelo evidente de que mobilidade urbana é uma questão de lógica, assim como de técnica.

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