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QUARTO DOMINGO DA QUARESMA
Publicado em 21/03/2020

Opinião

A Diocese de Bagé, em união com as angústias, dores e sofrimentos de seu tempo, e tendo presente as recomendações sanitárias diante do possível avanço do coronavírus (Covid-19), vem comunicar ao povo de Deus que se une de modo especial pela caridade, oração e vivência mais plena da Quaresma. 
    Neste tempo de exceção, a santa missa, com a comunhão espiritual, pode ser acessada pelos meios de comunicação (TV, rádio, internet), cumprindo assim, o preceito dominical. Eu, Dom Cleonir, rezarei a missa dominical às 11h45min, que será transmitida pela Rádio Difusora, de Bagé, frequência 103.9 ou pela internet: www.difusorabage.com.br
    Chegamos ao quarto domingo da Quaresma, no qual a Igreja é convidada a pregustar a alegria pascal, e a liturgia nos convida a essas primícias da alegria da Páscoa apresentando-nos Jesus como a luz enviada pelo Pai, luz que é amor e dá a vida: por isso, olhando para Ele, somos iluminados.
    O evangelho de hoje nos mostra o caminho de alguém que, nas trevas, e cego e que encontrando Jesus não somente pode readquirir a vista, a luz dos olhos corporais, mas sobretudo pode começar a ver com os olhos da alma e receber a fé, deixando-se iluminar por Cristo e crendo nele (cf Jo 9, 1-41). 
    O caminho da fé se torna iluminado quando começamos a fazer os primeiros passos confiando; é preciso, porém, arriscar e ter a coragem de prosseguir o caminho, mesmo que nos pareça não haver, a um palmo de distância, onde firmar os pés, e crer que Jesus não nos engana.
    A atitude fundamental para conhecer o Senhor consiste na disposição para deixar-se encontrar por Ele, para deixar que Ele nos retire dos olhos da alma as escórias que são ainda um impedimento para ver com limpidez a verdade.
    O Senhor vem ao nosso encontro a cada dia na estrada da nossa vida e nos pega pela mão para nos conduzir sempre mais adiante na luz, no caminho da fé. Contudo, devemos sempre partir da humildade, da renúncia a nós mesmos e da obediência, para chegar à luz do conhecimento de Deus, conhecimento que nos dá consciência de que somos amados por Ele e que somos por Ele chamados a amá-lo nos irmãos e irmãs.
    O cego crê nas palavras daquele que está diante dele e que ainda não vê, por isso, depois de tê-lo acolhido no coração, vê também com os olhos. Os fariseus, que, embora tivessem a visão dos olhos, não o quiseram reconhecer, pois a luz da graça não pôde entrar no seu labirinto complicado cheio de soberba e de presunção.
    Quando temos no coração uma fé límpida, mesmo por meio de situações penosas desta vida, vemos a luz e temos em nós a alegria da criatura nova que sabe ser amada por Deus e que deseja amá-lo e viver nele.
    Temos sempre necessidade de reavivar a nossa fé e de prostrar-nos diante do Senhor para nos tomar um sinal da sua presença em nosso meio e um testemunho da sua divindade e da sua misericordiosa humanidade. Que o Senhor vos abençoe. Paz e Bem!

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