Quando as pessoas perdem a esperança
Publicado em 07/01/2020

Editorial

Se tem alguém que não pode criticar quem quer que seja em relação ao asfaltamento (que nunca saiu do papel) da estrada que liga Bagé a São Gabriel são os políticos. Sim, dos mais diferentes partidos, seja da direita ou da esquerda. Quem não se lembra de vários deles que nada mais fizeram do que usar sofismas em cima dessa obra que até não se concretizou e nem perto disso está. Temos que ser realistas, pois as prioridades do governo são outras e não essa importante via da Campanha Gaúcha. Se a região tivesse maior força, representatividade e pressão política e menos verborragia, talvez o tão sonhado asfalto já seria uma realidade. Nos últimos anos, foram realizadas manifestações, além, é claro, de muitas trocas de acusações entre políticos; porém nada de real e concreto aconteceu. Manutenção, sim, é feita na estrada de chão, mas o que usuários e moradores às margens dessa via querem é o asfalto. Na edição de hoje, mais uma vez, o jornal Folha do Sul publica notícia referente a essa situação emblemática e tão cara para a região. Pior é deixar cair no esquecimento. Assim como é o caso da estrada que liga a BR-153 à Colônia Nova, outra importante via por onde trafegam ambulâncias, caminhões com leite, toda produção dos assentamentos, além de veículos de menor porte. Ambas as estradas já foram motivos de mobilizações. Chegou um ponto que as pessoas cansaram de lutar por aquilo que lhes é de direito. Os contribuintes pagam pesados impostos e não têm o devido retorno em termos de serviços por parte do poder público. Essa é a mais pura verdade. É como disse um morador, em relação à estrada da Colônia Nova – as pessoas não acreditam mais que essa rodovia seja recuperada um dia. Essa colocação retrata bem o cenário e que poderia servir de reflexão por parte dos políticos que foram eleitos para apresentar soluções e não criar problemas. São pelas estradas que circulam as riquezas do país. São pelas estradas que circulam vidas.

 

 

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