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Professores realizam ato contra atraso de salários e pacote do governo
Publicado em 16/10/2019

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Foto: Divulgação/FS

Categoria mobilizada em Porto Alegre

O Dia do Professor foi marcado por um ato público, que ocorreu na capital do Estado. O objetivo da categoria foi se posicionar contrária, sobretudo ao pacote de medidas anunciado pelo governador Eduardo Leite, na semana passada, que prevê mudanças nas carreiras do magistério. Também foi a oportunidade de lembrar a população de que os salários dos docentes têm sido pagos de forma parcelada - a folha de setembro, por exemplo, começou a ser paga ontem, com 15 dias de atraso. 

A mobilização ocorreu pela manhã, na praça da Matriz. A presidente do Cpers Sindicato, Helenir Schürer, no microfone, enfatizou que o dia era "de luta e de luto", mas, sobretudo de "resistência". Um acampamento foi montando e, conforme divulgado, será mantido até o final do ano letivo. Também foi reiterada a greve da categoria, que deve começar 72 horas após o governo estadual protocolar o pacote de medidas na Assembleia do Estado.

A reportagem do jornal Folha do Sul verificou em cinco escolas da rede que não houve paralisação total no dia: em uma escola consultada, apenas alguns professores pararam e em pelo menos duas escolas as aulas transcorreram normalmente. O 17º Núcleo do Cpers participou do ato estadual e compartilhou, na página no Facebook, a fala de Helenir, que menciona o motivo pelo qual o Dia do Professor foi a data escolhida para a mobilização. "Parece deboche usar o Dia do Professor para começar a pagar o salário do mês que mais atrasou e apresentar essa proposta de morte", argumentou.

A presidente do Cpers ainda garantiu que os representantes da categoria irão buscar garantir os direitos dos trabalhadores em todos os espaços possíveis. "Na luta, na rua, mas também nos tribunais se necessário for", pontuou. O núcleo ainda compartilhou imagens do ato, que contou com faixas como "Eduardo Leite: o exterminador do futuro".  

A diretora do Cpers local, Delcimar Vieira, avaliou o ato como significativo, sobretudo pela participação da categoria e pela adesão de outras, como trabalhadores do Judiciário. Ela mencionou que o acampamento montado contará com esses trabalhadores também. Tudo para lembrar cobrar governador e deputados - por semana, quatro núcleos do Cpers devem ocupar o acampamento. Ela garantiu que a praça estava lotada e que há o consenso  de que "o caminho é a rua". O diálogo com as comunidades escolares é o próximo passado, assim como a greve. "Ele (o governador) quer guerra e nós vamos responder com greve", enfatizou. De Bagé, 41 professores participaram do ato público. 

 

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