No Ar
Folha do Sul
Web Rádio

Presidente do PCdoB no RS debate local cenários para disputa eleitoral
Publicado em 16/08/2019

Política

Foto: João A. M. Filho

Partido quer trabalhar com 25 candidatos a vereador no próximo ano

O presidente do PCdoB no Rio Grande do Sul, o ex-deputado estadual, Juliano Roso, visitou a redação do jornal Folha do Sul, ontem, acompanhado do presidente do partido em Bagé, Sandro Lehmann e do secretário do diretório Jorge de Paula. Roso está cumprindo agenda no interior do Rio Grande do Sul. Conforme ele, Bagé é uma das referências no partido, em especial para o próximo pleito que definirá prefeito e vereadores.

O ex-deputado destaca que a proposta pelas reuniões feitas no interior é o de discutir uma união de centro esquerda nas cidades. “Achamos que está na hora da centro esquerda se mobilizar visto que o país vive sob um governo fascista e desqualificado. Temos que unir as forças políticas nas cidades e, nelas, discutir, principalmente, a recuperação do emprego. Visto os milhões que estão sem emprego, ou trabalhando sem carteira de trabalho ou nem procuram mais ocupações no mercado. Acredito que os planos de governo nas cidades têm que tratarem disso; não se pode esperar apenas pela solução vindo do governo federal”, enfatiza Roso.

Próximas eleições

Ele também reitera que a prioridade do partido é o de fechar a nonimata de vereadores para a próxima eleição. “Estamos trabalhando para ter a chapa completa com 25 candidatos e estamos com esse movimento para que tenhamos esse número em 2020 aqui em Bagé”, detalha o presidente da legenda. Ele conta que no Estado o partido está discutindo com os presidentes  do PT, PDT, PSB e Psol para as candidaturas municipais do próximo ano. “Se tivermos a inteligência  e, olharmos a realidade e o contexto de cada cidade, de um total de 46, que identificamos como estratégicas,  poderemos acumular uma força muito grande para as disputas de 2022 e estou muito otimista para os próximos pleitos”, avalia o dirigente partidário.

Avaliação do governo do Estado

Sobre a gestão de Eduardo Leite, Juliano Roso, enxerga que o governador apresenta uma capacidade maior de aplicar a mesma política do governo Sartori, porém com mais força, visto que em seis meses ele já conseguiu a aprovação para a venda de estatais como a CEEE, CRM e Sulgás. “É um equívoco porque o Brito (ex-governador Antônio Britto) já fez esse mesmo processo e não resolveu o problema do Estado. No máximo ele conseguirá ganhar um fôlego para a gestão dele, para tentar uma reeleição, mas acredito que essa decisão empobrecerá o Rio Grande do Sul a médio prazo. Ele tem alguns méritos, como o de se posicionar pela democracia em um cenário nacional de um governo contrário a isso, como é o de Jair Bolsonaro, então isso é um posicionamento positivo, porém é um grande equívoco tomar essa atitude de se desfazer do patrimônio público do Estado”, ressalta Roso.

Deixe sua opinião