Presidente de clube adversário da dupla Ba-Gua pede afastamento do cargo
Publicado em 04/06/2020

Esportes

Foto: Thaís Nunes

São Paulo-RG ocupa a primeira posição do mesmo grupo em que está a dupla Ba-Gua

Por meio das redes sociais, o presidente do São Paulo-RG, Deivid Pereira, anunciou que ficará afastado do cargo pelo período de 15 dias. As especulações sobre a saída do mandatário circulavam no meio desportivo desde março, quando a Divisão de Acesso foi paralisada em razão da pandemia de coronavírus. 
Os primeiros rumores sobre uma possível saída partiram do próprio presidente, inclusive, em diversas entrevistas, ele declarou que entregaria o cargo, caso o campeonato fosse retomado, pois, segundo ele, não há dinheiro em caixa para que o clube disputasse o restante do torneio. Desde então, Pereira chegou a afirmar que o leão do parque desistiria da competição, mesmo sabendo que a punição pela atitude seria o rebaixamento para a terceira divisão do ano que vem. Desta vez, a alegação de Pereira para o afastamento do cargo é que não há clima para manter a forma harmoniosa da gestão do clube, falando em “ambiente de hostilidade entre ideologias”.
O São Paulo-RG ocupa a primeira posição do grupo B do Acesso, com sete pontos ganhos em três partidas. O leão do parque está na mesma chave que Bagé e Guarany.

Confira a íntegra do texto
“Estive reunido nesta manhã com a mesa do Conselho Deliberativo do Sport Club São Paulo. Comuniquei minha decisão de afastamento da presidência do clube, num primeiro momento por 15 dias. Não há, infelizmente, qualquer clima para manter nossa forma harmoniosa de gestão.
Minha decisão se baseia no fato de que boa parte das pessoas que se dizem torcedoras não estarem preocupadas com o clube em si e com a construção de um ambiente favorável para geri-lo. O ambiente de hostilidade entre ideologias só nos fez perder.

Nossa administração ao longo dos dois anos em que estamos à frente do São Paulo primou pela unidade e diálogo. O clube foi um só e esse foi o principal fator para conseguirmos recuperar a instituição. Quando há rachas e discussões desrespeitosas escusas ao interesse principal do clube, é preciso repensarmos nossa posição. Que as pessoas reavaliem se essa "guerra política” vai realmente trazer benefícios ao que quer que seja. Ressalta-se que muitas dessas pessoas que hoje batem no peito dizendo serem torcedores, nem sabem, efetivamente, onde fica o São Paulo.
O clube segue com dificuldades financeiras. Mas, comparando com o final de 2018, quando assumimos, está perfeitamente administrável, sendo considerado por muitos como modelo de reestruturação.
Sempre me dediquei ao máximo. Dei a vida ao clube. Mas minha capacidade se limita a administrar, juntamente a meus pares, a gestão executiva e não a intolerância e o ódio entre pessoas que parecem quererem se matar, se digladiar. Se um dia o São Paulo estiver novamente entregue às traças (tomara que não), que Lula e/ou Bolsonaro possam nos ajudar. Infelizmente, nenhum deles auxiliou quando o nosso leão mais precisou. Muita coisa boa foi plantada e será colhida”.

Deixe sua opinião