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Prefeitura anuncia que irá identificar e responsabilizar tutores de cães comunitários
Publicado em 17/09/2019

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Foto: Niela Bittencourt

Animais poderão ser recolhidos ao canil

No domingo, o pai de uma menina de 3 anos relatou, em um grupo no Facebook, que a criança foi mordida no rosto por um cachorro enquanto a família estava em uma praça da cidade. A pequena levou vários pontos e o pai lamentou que ela terá que conviver com as marcas decorrentes do que definiu como "descaso com esses animais". A postagem teve muita repercussão e gerou debate não só na publicação original, mas em outras que a sucederam. Muitos bageenses cobraram medidas do poder público; outros defenderam a permanência dos cachorros comunitários. E há quem tenha lembrado que os animais só estão nas ruas de Bagé porque foram abandonados. O chefe do Executivo, porém, anunciou uma medida: tutores serão responsabilizados por cães comunitários.
De acordo com a coordenadoria de comunicação do Executivo, o prefeito Divaldo Lara, e o secretário de Saúde e Proteção à Pessoa com Deficiência, Mário Mena, anunciaram uma medida para recolher os animais que residem nas praças públicas da cidade e que não possuem tutores. De acordo com o anúncio, os animais que estiverem nas praças sem um responsável legal deverão ser recolhidos à Unidade de Atenção e Cuidado aos Animais, "onde serão tratados, cuidados e estarão disponíveis para adoção responsável".
De acordo com a informações da prefeitura, Divaldo se solidarizou à família da criança, inclusive disponibilizando toda a gestão da saúde para auxiliar no tratamento, em especial na cirurgia plástica. “É importante registrar o nosso apoio à família que passa por este momento difícil. Não queremos que esta situação seja repetida com outros bageenses”, afirmou.

O prefeito lembrou que a cultura do cão comunitário existe há alguns anos, inclusive casinhas foram feitas para os animais que são cuidados por diversas pessoas. O chefe do Executivo relatou que, no entanto, ninguém se responsabiliza quando há acidentes envolvendo os cães. Também foi lembrando que há situações em que ocorrem danos materiais em carros ou motos, por exemplo, culminando, em todos os casos, em cobranças contra a prefeitura.
Assim, a coordenadoria divulgou que a medida é para evitar que se repita o incidente como o relatado nas redes sociais. "A Coordenadoria do Bem-Estar Animal já está buscando os tutores dos cães comunitários, localizados nas praças públicas da cidade, para que assumam suas responsabilidades pelas ações dos referidos animais", afirma a comunicação.

 Na noite de domingo, a Coordenadoria do Bem-Estar Animais publicou, em sua página no Facebook, que o animal seria recolhido, mas alertou que há uma lei que proíbe o recolhimento dos comunitários. Inclusive, lembrou que durante a transição dos trabalhos do Núcleo Bageense de Proteção aos Animais para o CBEA umas das exigências feitas pelas voluntárias da ONG e pela sua direitoria dizia respeito justamente aos cães comunitários: de que permaneceriam onde eram cuidados por alguns moradores. Mas a coordenadoria defendeu, logo após tal lembrança: "Embora haja um acordo entre as partes envolvidas na transição, frente aos constantes e sérios ataques que transeuntes têm sido vítimas, é imprescindível que animais sem tutores sejam recolhidos e permaneçam sob os cuidados do Centro de Atenção e Cuidado aos Animais". 
Também no domingo à noite, o NBPA se manifestou em sua página oficial, diante do ocorrido, e lembrou que os animais, diariamente, são abandonados nas ruas, onde acabam sofrendo maus-tratos, ficando, às vezes, agressivos.

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