Linha de investigação aponta dívidas e envolvimento com o tráfico
Polícia Civil prende acusado de homicídio na Sete
Publicado em 23/05/2020

Segurança

Foto: Divulgação/FS

Mandado de prisão preventiva foi executado na noite de quinta-feira

Uma execução para quitar dívidas com traficantes. Esta foi a motivação apresentada pela delegada da 2ª Delegacia de Polícia, Carolina Terres, responsável pela investigação do homicídio ocorrido no início da semana, na avenida Sete de Setembro.

Durante coletiva na manhã de sexta-feira, a delegada Carolina, acompanhada pelo delegado da 9ª Região da Polícia Civil, Luís Eduardo Sandim Benites, comentou os detalhes da investigação que levou ao encaminhamento do mandado de prisão preventiva contra um homem de 31 anos, principal acusado de ter assassinado Jhonatan da Rosa Gomes, 23 anos.

O acusado foi interrogado na tarde de quinta-feira, pela delegada Carolina. “Ele confessou o crime, tendo afirmado que devia para traficantes e para pagar a dívida foi obrigado a executar a vítima. O acusado teria pegado grande quantidade de drogas para vender e acabou consumindo. Três homens o pegaram em casa, lhe mostraram um foto da vítima, quem ele deveria matar”, destacou.

Entre as linhas de investigação para a motivação do crime, traçaram a relação entre a vítima e o acusado. Durante o depoimento, o acusado disse não conhecer Gomes. Questionada sobre a vítima ter sido morta por engano, a delegada garantiu que não. “O acusado afirmou ter sido mostrada uma foto para ele e confessou o crime”, salientou.

O histórico policial de Jhonatan também leva os investigadores a acreditar ele era mesmo o alvo. Segundo a delegada Carolina, a vítima já havia sido investigada por tráfico de drogas pela Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). “Estamos investigando esta hipótese como a motivação para o homicídio, pois ele tinha amigos traficantes e poderia estar novamente envolvido com tráfico”, observou. As investigações continuaram em curso para identificar os mandantes. O inquérito policial deverá ser concluído nas próximas semanas, com o indiciamento formal de acusado pelo crime.

Outras linhas de investigação

Na madrugada do crime, os fatos relatados pelas testemunhas em boletim de ocorrência indicavam um acidente de trânsito, seguido de uma briga por motivos passionais, onde o provável autor dos disparos teria sido o ex-companheiro da atual namorada de Jhonatan. Mas esta versão para o crime foi descartada.

Uma segunda linha passional apontava para uma execução ordenada por um apenado, pois Jhonatan estaria namorando uma mulher que havia tido um relacionamento com um preso. A delegada também descartou esta hipótese.

Brincadeira de mau gosto

Um jovem chegou a divulgar nas redes sociais, áudio contando estar escondido na casa de parentes. Nele, o suposto autor afirmava ter se tratado de briga de trânsito. Ele foi preso, mas liberado logo depois por ter sido comprovado sua inocência. A delegada Carolina ressaltou que este fato atrapalhou a investigação. “Esta brincadeira de mau gosto tomou tempo dos policiais, realizamos diligências, unimos esforços para esta linha de investigação que nos tirou do caminho”.

A importância das ações orientadas

O delegado regional Benites destacou o trabalho da 2ª Delegacia de Polícia e o trabalho, segundo ele, muito bem orientado entre a Polícia Civil, Ministério Público e a Justiça com a expedição do mandado de prisão preventiva na noite de quinta-feira. “Quando os órgãos de segurança pública e a Justiça trabalham de forma bem coordenada, temos resultados como este, que demonstram à sociedade que estamos trabalhando muito bem na manutenção da ordem pública. Ainda mais em momentos como este. Confiamos muito no trabalho dos nossos policiais. Nossos resultados mostram um índice de quase 100% na resolução dos crimes ocorridos na nossa região”, ressaltou.

Deixe sua opinião