Foram cumpridos 40 mandados e oito pessoas acabaram presas
Polícia Civil deflagra operação contra o tráfico de drogas
Publicado em 24/12/2012

Segurança

Foto: Murilo Dotto

Presos tinham envolvimento com o tráfico

Ainda era madrugada do último sábado quando teve início uma megaoperação de combate ao tráfico de drogas em Bagé. Denominada de "Guantanamo", a ação contou com 120 policiais civis e militares e 40 viaturas que cumpriram 40 mandados de busca em diferentes pontos da cidade. Desenvolvida pela Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), a manobra contou com apoio dos policiais das delegacias de Bagé, Pelotas, São Borja, Uruguaiana, Dom Pedrito, Rio Grande, São Gabriel e do Pelotão de Operações Especiais (POE) da Brigada Militar.
Durante as atividades houve apreensão de maconha, crack, cocaína e produtos oriundos do comércio de entorpecentes. Além disso, foram presos em flagrante Alex Sandro Dorneles Martins, de 19 anos; Leandro Pereira Porto, de 22 anos; Tiago Carvalho Carvalho, de 22 anos; Dinoeber Alves Soares, de 46 anos; Elieth Scholant Dias, de 28 anos; Rodrigo Portella Fernandes, de 36 anos; Nelci Augusta de Oliveira Barbosa, de 43 anos e Daniel Alexandre Sandes Fernandez, de 27 anos. O delegado responsável pela Defrec, Cristiano Ribeiro Ritta, diz que essas pessoas já vinham sendo investigadas. "Mesmo quem foi flagrado com uma pequena quantidade (de drogas) foi preso, pois faz parte das investigações", afirma. 
Após quatro meses de trabalho, os agentes identificaram que 17 detentos do Presídio Regional de Bagé eram responsáveis por comandar sete grupos que atuavam no tráfico de drogas na Campanha. Segundo a polícia, a droga vendida na região vinha do Vale dos Sinos e Pelotas. Para isso, os traficantes tinham contato com pessoas de Bagé, Dom Pedrito, Pinheiro Machado, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre e Charqueadas, o que demonstrava que o crime organizado já estava bem desenvolvido. No total, a Polícia Civil identificou a participação de mais de 50 pessoas ligadas ao tráfico de drogas.

Prisões poderiam ser mais numerosas
Para o delegado a quantidade de presos só não foi maior porque a Justiça indeferiu 23 pedidos de prisão em Bagé, Pinheiro Machado, Pelotas e Novo Hamburgo. "Apesar disso, foi uma das maiores operações do ano do sistema prisional", comemora. O quebra-cabeça do comércio de drogas feito por presidiários foi montado com o apoio dos órgãos de inteligência da Brigada Militar e da Superintendência de Serviços Penintenciários (Susepe), já que muitos telefones foram apreendidos dentro do presídio e repassados para a polícia que comprovou a atuação dos presos no comércio ilegal. Um ponto que chamou a atenção do delegado, descoberto no levantamento, era o comércio em parceria dos traficantes. "Quando faltava a droga com um grupo, eles pegavam com outro", explica.
Desde setembro, 32 pessoas haviam sido presas, sendo 15 delas em flagrante ao longo das investigações. De acordo com as autoridades, a quantidade de dinheiro que deixou de entrar no caixa dos traficantes é de R$ 350 mil e a quantidade de crack apreendida corresponde a 10 mil pedras para consumo. O delegado Cristiano afirma que o trabalho da polícia não pára por aqui. "Essa foi a última atividade da operação. Ela acabou mapeando algumas relações. Tudo o que for descoberto será usado para novas ações futuras", finaliza.

Deixe sua opinião