Pesquisa do IBGE revela continuidade no aumento do desemprego no país
Publicado em 01/08/2020

Geral

Foto: João A. M. Filho

Dados apontam que 13,9 milhões de trabalhadores declararam ter sintomas da covid-19

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) estimou em 81,1 milhões a população ocupada do país, na semana de 5 a 11 de julho, com estabilidade em relação à semana anterior (81,8 milhões de pessoas) e queda em relação ao período de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas). Isso representa que o nível de empregabilidade segue a cair no Brasil.

A população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 71,0 milhões de pessoas, estável em relação à semana anterior (71,1 milhões) e com aumento frente ao período de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). Entre essas pessoas, 8,2 milhões (ou 11,6%) trabalhavam remotamente. Esse contingente apresentou queda frente à semana anterior (8,9 milhões ou 12,5%) e, em números absolutos, ficou estável em relação ao período de 3 a 9 de maio (8,6 milhões), porém, com queda em termos percentuais (13,4%).

O nível de ocupação foi de 47,6%, estável frente à semana anterior (48,1%) e com queda de 3 a 9 de maio (49,4%). A proxy da taxa de informalidade foi de 34,0%, estável em relação à semana anterior (34,2%), porém, recuando frente ao período de 3 a 9 de maio (35,7%).

Cerca de 7,0 milhões (8,6% da população ocupada) estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Esse contingente teve redução em relação à semana anterior (8,3 milhões ou 10,1% da população ocupada) e frente ao período de 3 a 9 de maio (16,6 milhões ou 19,8% dos ocupados).

Desocupação

A população desocupada foi estimada em 12,2 milhões de pessoas, estável frente à semana anterior (11,5 milhões), mas cresceu em relação ao período de 3 a 9 de maio (9,8 milhões). Com isso, a taxa de desocupação ficou em 13,1% para o período de 5 a 11 de julho, estável em relação à semana anterior (12,3%) e com alta frente aos  primeiros dias de maio (10,5%).

A taxa de participação na força de trabalho ficou em 54,8%, de 5 a 11 de julho, estável em relação à semana anterior (54,9%) e na comparação com a primeira semana de maio (55,2%).

A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 76,9 milhões de pessoas, estável em relação à semana anterior (76,8 milhões) e frente ao período de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Nessa população, cerca de 28,3 milhões de pessoas (ou 36,7% da população fora da força de trabalho) disseram que gostariam de trabalhar. Esse contingente ficou estável em relação à semana anterior (28,7 milhões ou 37,4%) e aumentou frente à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

Cerca de 19,2 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 68,0% das pessoas não ocupadas que não buscaram por trabalho e gostariam de trabalhar. Esse contingente permaneceu estável em relação à semana anterior (19,4 milhões ou 67,4%) e em comparação com ao período de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 70,7%).

Busca por atendimento

De 5 a 11 de julho, a PNAD covid-19 estimou que 13,9 milhões de pessoas (ou 6,6% da população do país) apresentavam, pelo menos, um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal (febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz congestionado ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular) que são investigados pela pesquisa. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (14,3 milhões ou 6,8% da população) e caiu em relação ao período de 3 a 9 de maio (26,8 milhões ou 12,7%).

Cerca de três milhões de pessoas (ou 21,5% daqueles que apresentaram algum sintoma) procuraram estabelecimento de saúde em busca de atendimento (postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto-Socorro ou Hospital do SUS ou, ainda, ambulatório/consultório, pronto socorro ou hospital privado). Esse contingente ficou estável em relação à semana anterior (3,1 milhões ou 21,5%) e teve queda em números absolutos (mas aumento em termos percentuais) frente à semana de 3 a 9 de maio (3,7 milhões ou 13,7%). Mais de 84% destes atendimentos foram na rede pública de saúde.

Entre 5 e 11 de julho, 315 mil pessoas (10,6%) que tiveram sintomas de síndrome gripal procuraram atendimento em ambulatório ou consultório privado ou ligado às forças armadas. Essa proporção representa estabilidade, tanto na comparação com a semana anterior (311 mil ou 10,1%) quanto em relação aos primeiros de maio (320 mil ou 8,7%).

Cerca de 914 mil pessoas procuraram atendimento em hospital, público, particular ou ligado às forças armadas, entre 5 e 11 de julho. Esse contingente ficou estatisticamente estável em relação à semana anterior (933 mil) e diante do período de 3 a 9 de maio (1,1 milhão). Entre os que procuraram atendimento, 124 mil (13,6%) foram internados. Nesse caso, também houve estabilidade frente à semana anterior (136 mil ou 14,6%) e a período de 3 a 9 de maio (97 mil ou 9,1%).

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