Valor foi definido pelo prefeito Dudu Colombo antes de viagem internacional
Passagem de R$ 2,50 será cobrada a partir de segunda-feira
Publicado em 26/04/2013

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Foto: Niela Bittencourt

Reajuste é de 6,38%

por Niela Bittencourt

A partir de segunda-feira, a passagem de ônibus em Bagé custará R$ 2,50. Um reajuste de 6,38% sobre o valor praticado hoje, que é de R$ 2,35. É preciso lembrar que as empresas que realizam o transporte público em Bagé queriam uma tarifa de R$ 2,65. O Conselho Municipal de Trânsito, porém, propôs R$ 2,60. Conforme o secretário de Transporte e Circulação, Antônio Arla da Silva, o prefeito Dudu Colombo decidiu por esse montante considerando manifestações de vereadores e, também, da população.
Silva pondera que se trata de um reajuste abaixo da inflação. Ele diz que apesar dos estudantes estarem reivindicando reajuste zero, esse é um valor mínimo comparado aos gastos das empresas. Ou seja, com pessoal, combustível, manutenção e renovação das frotas, por exemplo. Desde ontem, a nova passagem está em vigor, mas, agora, as empresas adaptam seus sistemas para a cobrança.
Para Silva, o prefeito também optou por um reajuste próximo ao ofertado aos municipários, que foi de 6,2%. Vive-se, conforme enfatizou Silva, “um momento de crise no município”. Ainda que também considere esse como sendo um contexto não só local, mas estadual e nacional, uma vez que “tudo está subindo”. Lembrou que o Executivo conta com precatórios: só a dívida com funcionários soma cerca de R$ 20 milhões, segundo ele.  “Creio que o prefeito foi coerente em ambas situações”, disse, fazendo referência aos reajustes.

Melhor estrutura
Quando questionado sobre o compromisso de oferecer melhores condições de mobilidade urbana, sobretudo nos bairros da cidade, o responsável pela pasta lembrou que isso ocorrerá. Falou sobre pavimentações previstas, como a da zona Leste, cujas ruas prioritárias são aquelas que integram os itinerários das linhas de ônibus. Com isso, a tendência é que o custo de realizar o transporte baixe e, por conseguinte, o preço da passagem. É claro que isso não ocorrerá nos próximos dias, mas no decorrer dos anos.
Mais uma vez exemplificou reiterando a influência direta entre condições das ruas e preço da passagem. “Os estudantes estão reivindicando a melhoria da estrada de acesso ao campus rural da Urcamp (Universidade da Região da Campanha). Disseram que o carro que os transporta é o mesmo há dois anos e que está em péssimas condições, após esse tempo”, falou, lembrando que a empresa precisa reajustar o valor para realizar a manutenção do veículo ou sua substituição.

Protestos
Quanto a uma nova manifestação contra o aumento da passagem, o secretário foi enfático: “nem Cristo contentou a todos, mas temos que fazer o certo”. A fala faz referência ao fato de que o reajuste anual é um compromisso estabelecido em contrato. Isso quando as empresas Stadtbus e Anversa venceram a licitação para oferta do serviço, em 2008. Ele sabe que a luta de manifestantes é para o reajuste zero, tal qual ocorreu em Porto Alegre, mas que mesmo que isso fosse conquistado, as mobilizações continuariam para, então, buscar um valor inferior. “Sempre haverá alguém para reclamar e para julgar o valor abusivo”, avaliou.
Silva diz que a situação de Porto Alegre é diferente da local, porque o contrato com as empresas de ônibus já venceram. Ou seja, não há um compromisso contratual. Um dos organizadores de um manifesto que ocorreu no início da semana, o presidente do Diretório Central dos Estudantes da Urcamp, João Schardosim, informa que, amanhã, representantes dos movimentos estudantis irão se reunir para avaliar a decisão e, também, para definirem como será o novo protesto. Ele garante que a luta é para que o preço da passagem seja mantido em R$ 2,35. Contudo, admite que R$ 2,50 “já é uma vitória”.

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