PAPO DE ELEVADOR - 7 DE ABRIL
Publicado em 07/04/2020

Papo de Elevador

Foto: Rodrigo Sarasol/EspecialFS

Preto e branco do fotógrafo Rodrigo Saraçol, um momento meu com o amigo Abero na Casa de Cultura Pedro Wayne

Partido e nada...
Em maio de 2018, o então pré-candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, disse em entrevista à rádio Jovem Pam que grande parte dos partidos não vale nada. Ele já estava filiado ao PSL e antes estivera em sete siglas, agora está tentando formar o Aliança Pelo Brasil. Óbvio que será um partido que não valerá nada.   

Últimas mexidas
Começo a coluna com essa introdução sobre partidos e o zero à esquerda porque, infelizmente, as últimas mexidas de vereadores candidatos e pretensos candidatos a vereador para as próximas eleições confirmam a máxima de Bolsonaro. E não se trata apenas de uma gripezinha é uma febre “braba” que se alastra Brasil afora. O que nos reserva o futuro?

O falso basta 
Pensem comigo. O Brasil foi às urnas para dar um basta ao PT. Porque o PT formou a indústria da corrupção oficial em nome da governabilidade e da perpetuação no poder. O Brasil foi às urnas elegendo a figura do antipolítico, mesmo sendo um político tradicional. Ou seja, o povo brasileiro deu um basta ao PT, mas não deu um basta à velha política. 

Apodrecidos
O que aconteceu no Brasil no final do mês de março até 4 de abril, prazo para filiação partidária de quem pretende concorrer, é uma amostra que o sistema apodreceu, os partidos apodreceram ou foram apodrecidos pelos mesmos políticos que anunciam a moralidade, a ética e a decência na política. Trocaram de lugar para manter o mandato e só. 

Partidos e pessoas
O problema está nos partidos. Porém, partidos são feitos por pessoas, como diria o filósofo da esquina. Daí vem a pergunta: Quem apodreceu primeiro o partido ou o político?

Não muda
Não se trata aqui de uma crítica a fulano ou a beltrano, especificamente, mas a estrutura, ao sistema, a falta de uma reforma política que mude essa coisa do jeito e da forma que está. O problema é que não vai mudar porque está confortável para quem mais precisa dessa bagunça: os próprios políticos acomodados.

Daí para pior
Essa lei não vai mudar. As janelas de transferências partidárias serão ainda mais frequentes e o Fundo de R$ 3,8 bilhões para os partidos usarem em campanhas eleitorais continuará R$ 3,8 bilhões para os partidos usarem em campanhas eleitorais. É assim que funciona. Enquanto o povo gostar de se iludir, enquanto estiver enganando a si próprio, tudo continuará como está. Aliás, daí para pior.

Arte em casa
O governo do Estado deve lançar nos próximos dias um edital para fazer arte em casa nesses dias de isolamento social. Será para teatro, música, artes visuais, dança, enfim, arte. Não tenho todas as informações, mas sei que deverá beneficiar pessoa física, em torno de dois mil serão selecionados e cada um receberá R$ 1,5 mil, o que significa a disponibilização de R$ 3 milhões. 

Crie, faça e produza
A ideia é que o pessoal faça sua arte em casa, use a criatividade e produza. Cante, dance, pinte, esculpa, fotografe, escreva e filme. É uma iniciativa importante da Cultura do Estado para esses tempos muito indefinidos para quem vive de arte. O edital deve ser aberto no dia 10 de abril, sexta-feira.

Cultura para quem precisa
O pessoal que vive de música em Bagé, com shows e aulas, deve receber um olhar de carinho, é necessário que se ofereça opções, alternativas. Não tem bar, não tem festa, não tem show e não tem aula. E o que mais as pessoas estão fazendo no isolamento é ouvir e ver a arte dos músicos e dos artistas cênicos. 

Cinema no Facebook
Também está entre as ações da Cultura do Estado a disponibilização de filmes com produção gaúcha para assistir no Facebook, por meio da página do Iecine. Tudo gratuito. Estão lá os curtas o Matador de Bagé e Um Homem Sério, e os longas Concertos Campestres e Valsa para Bruno Stein, entre outros. Lembrando que o diretor do Iecine é o bageense Zeca Brito. 

João Bosco Abero hoje
Um dos grandes prazeres do meu amigo, advogado, professor, escritor e intelectual João Bosco Abero era analisar os movimentos políticos do Brasil e do mundo. Abero se foi no ano passado, dia 31 de outubro, aos 84 anos. Faz uma imensa falta. Pandemia, Fundo Eleitoral, eleições este ano... Com certeza, estaria nos enchendo de conhecimento pelo Facebook e Visão Geral, de Edgar Muza.  

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