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Papo de Elevador - 31 de julho de 2019
Publicado em 31/07/2019

Papo de Elevador

Foto: Reprodução/FS

O alvoroço Bolsonaro

Na edição de quarta-feira passada escrevi sobre o pavor e o escândalo de alguns setores da imprensa e da sociedade sobre determinadas falas do presidente Jair Bolsonaro. Pois não é que o homem aumentou a medida? Extrapolou. Com as declarações do final de semana, o alvoroço foi maior. Além do alvoroço, teve todo o fiasco da esquerda farsante. Mas, essa a gente já conhece. É sem moral.

Antes e depois

Ao declarar que pode contar ao presidente da OAB como seu pai morreu, Bolsonaro foi Bolsonaro. Não pode. Bolsonaro pode ser tudo agora que é presidente. Só não pode ser Bolsonaro. Mesmo que tenha sido eleito por ser Bolsonaro. Tem que seguir a linha “paz e amor”. Lembram do presidente “paz e amor”? E sabem por quê? Porque o Bolsonaro como ele é não cabe mais no mundo. Donald Trump não cabe, que é o mesmo modelito. Não sou eu que diz isso, eu só faço eco.

Esquerda farsante

Bolsonaro exagera. Fala pelos cotovelos, diz o que não deve, faz-se Neanderthal, enquanto o melhor seria ficar calado. Agora, cá entre nós. Essa esquerda farsante, estelionatária, que vibra com mensagens privadas roubadas, que faz o diabo pra dar fim ao maior processo de combate à corrupção que este país já teve, não pode se fazer de vítima, de coitadinha, de ofendida e não sei de nada feito uma Manoela D’ávila em Londres ou um Lula preso babaca.

Velhas palavras

Reafirmo: o presidente Bolsonaro não pode dizer as coisas que diz, que o regime militar não foi ditadura, que combateu o comunismo com enfrentamento armado tal uma guerra (e guerra é guerra), elogiar o coronel Brilhante Ustra, contestar a Miriam Leitão ser torturada. Isso tudo ele já disse antes de ser presidente. Agora, não pode. Além do mais isso tudo voltará à mídia,  o PT e o PSOL tratarão de reproduzir as falas antigas à exaustão. Estão todas no You Tube.

Branco eterno

Voltando à aldeia Bagé. Muito legal a homenagem que será feita pela Prefeitura ao Branco, o Cláudio Ibraim, jogador tetracampeão do mundo pela Seleção Brasileira.

Uma estátua na praça Rio Branco (de Desportos), esculpida pelo artista Sérgio Coirolo, é a eternização daquilo que ele representou no futebol e, em especial, no coração dos bageenses. Branco é o que é, atleta memorável, gente boa, um cara muito legal.

                                       

Orgulho e euforia

Lembro aquele ano de 1994, o orgulho e a euforia de Bagé com o seu filho mais querido marcando um gol brasileiro histórico na Seleção da Holanda. Levantando a Copa do Mundo! Passeando pela 7 de Setembro, a avenida mais importante do mundo.  Lembro de várias entrevistas pelo Brasil à fora e Branco sempre citando sua terra, sua infância, sua vida nos campinhos de Bagé.

Talento e personalidade

Que bom poder homenagear no mesmo ano Danúbio Gonçalves e Branco! Outros, aqui nascidos, gente de talento, devem ser lembrados. E serão. Porque esta terra é prodigiosa. Talento, caráter e personalidade sempre fazem a diferença em qualquer comunidade.

O primeiro jogador

E como Branco virará estátua, será eterno, quero deixar aqui registrado o primeiro jogador de futebol nascido em Bagé a jogar na Seleção Brasileira: Martim Mércio da Silveira. Era meia. Começou no Guarany em 1929. Daqui foi para o Botafogo do Rio e depois para o Boca Júniors da Argentina. Disputou as copas do mundo de 1934, na Itália, e 1938, na França.

Sinais de uma terra predestinada.

Bagé, Rio e Buenos Aires

Martim Silveira era filho do prefeito de Bagé de 1914 a 1925: Tupy Silveira.  

Martim filho foi campeão carioca quatro vezes e campeão argentino uma vez, além de vencer a Copa Rio Branco, em 32, disputada entre as seleções do Brasil e do Uruguai. Martim encerrou a carreira no Botafogo em 1940.

Àqueles que lutaram

Que a homenagem ao Branco também seja por todos os atletas que saíram daqui para ser feliz. Aos que lutaram, tentaram e tudo fizeram por seus sonhos. Sempre vale a pena correr atrás da felicidade.  A trajetória já é uma forma de ser feliz.

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