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Papo de Elevador - 28 de fevereiro de 2020
Publicado em 28/02/2020

Política

Foto: Reprodução/FS

Vereador João Schardosim

O PSDB que vem aí

Na coluna do dia 21 de fevereiro, abordei bastante sobre a eleição para vereador, o que pode vir por aí e a proibição de coligação entre partidos na disputa para Câmara. Pois bem, às vésperas do carnaval, houve um terromoto no PSDB de Bagé. O Folha do Sul, com a jornalista Márcia Sousa, noticiou a intervenção estadual no tucanato local. Está na edição do último fim de semana.

O PSL de Manoel

Entre as várias alegações para que o diretório do PSDB fosse dissolvido está a contribuição do próprio partido na constituição de um outro, o PSL. Aliás, faço uma pausa aqui para lembrar de algo que seria cômico se não fosse triste. O vice-prefeito Manoel Machado lutou muito para ter o comando do PSL em Bagé, porque, afinal, tratava-se do partido do presidente da República. Conseguiu. Uma semana depois, Jair Bolsonaro saiu da sigla.

Há quem conte que uma coisa nada tem a ver com a outra.  

Pouco voto

Mas, voltando ao assunto PSDB. A intervenção terá de servir para fazer o partido crescer. Em nominata para vereadores e votos. Há quatro anos, o partido coligou com o PMDB e o DEM na eleição proporcional. Fez apenas 2017 votos. Mas conseguiu eleger João Schardosim porque o DEM somou 1544 votos e o PMDB (agora é MDB) chegou a 4404.

Prós e contras coligados

A coligação em que o PSDB participou na última eleição somou 7965 votos e colocou dois vereadores na Câmara, João Schardosim e Graciano Pereira. Lembrando que, para eleger uma coligação tinha de fazer em torno de 4,2 mil votos. O MDB fez votos suficientes para uma cadeira no Legislativo, mas como estava coligado, as outras duas siglas tiveram candidatos com mais votos individuais.

Júlio Jardim vereador

Então, ficou assim a união MDB, PSDB e DEM em 2016: João Shardosin, 1031 votos, e Graciano 929. Os dois eleitos. O MDB ficou com as duas suplências seguintes:  Júlio Jardim, 717 votos, e Elidiane Lobato, 542. Júlio permaneceu todo o tempo na vereança, deve sair agora no final de março, com a volta de Graciano Pereira, que está no Daeb, assim como Schardosim esteve na Secretaria de Esporte e Juventude.

Nominata planejada

Sem Manoel Machado, que desde a eleição presidencial de 2006 comanda o tucanato no município e com algumas figuras desanimadas para seguir a trilha do PSDB, o vereador João Schardosim terá de renovar nomes e sentar com alguns antigos amigos. Porque sua nominata deverá comportar, no mínimo, uns três candidatos bons de votos e outros cinco na faixa do médio, tipo 300 e 400. E ele próprio terá de ter mais que os mil e poucos eleitores de 2016.  Ou teremos mais uma ave política extinta por essas bandas.

Um erro para corrigir

Dia desses, na saída do supermercado Nicolini da General Netto, fui alertado pelo advogado Décio Lahorgue, de um erro que cometi na semana passada. Escrevi que, na eleição de 2004, “Adriana Lara fez 3005 votos. A mais votada de todos. E, se não me engano, a mais votada para a vereança na história de Bagé por um bom tempo.” Errei. Houve outro com mais votos e antes dela.

Sedenir Martins

O Doutor Décio me esclareceu que Sedenir Martins, do velho MDB, em 1972, fez 3016 votos. Fui em busca dos números. Verdade. Aliás, esses votos do vereador, que mais tarde se elegeu deputado, só foram superados 36 anos depois, pela própria Adriana Lara, que passou a marca dos quatro mil votos.

 

Sem eleição para prefeito

Aproveitei-me da memória de Décio Lahorgue para pesquisar outros números interessantes de 1972. Ei-los:

- Votaram para a vereança 30697 eleitores de um total de 34989.

- O segundo mais votado foi Iolando Alves Branco Maurente, do MDB, com 1186, e o terceiro Édison Heráclito Cerézer, da Arena, com 1152.

- A Câmara tinha 19 vereadores, a Arena fez 11 votos e o MDB, 8.

- Não havia eleição para prefeito. Vivíamos o regime militar e Bagé era parte da Área de Segurança Nacional.

O que é o que é?

Nas próximas edições ou no decorrer do primeiro semestre tentarei, junto contigo, leitor, responder algumas perguntas básicas sobre a política. Entre elas:

- Se o PT voltar à Prefeitura de Bagé fechará a cidade para Jair Bolsonaro, Sérgio Moro e Damares Alves?

- Afinal, são ou não são “parasitas”? O que define um parasita? É verdade que hibernam?

- Os chantagistas do governo que o general Heleno denunciou são os mesmos 300 picaretas que Lula falava?

- Não seria melhor Manoel Machado para vereador que Manoel Machado para prefeito?

- Quem é Uílson Moraes?

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