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Papo de elevador - 27 de julho
Publicado em 27/07/2019

Papo de Elevador

Foto: Divulgação/FS

Missão: Educação

Quando assumiu a Educação do município em janeiro de 2017, Adriana Lara já sabia da missão quase impossível que teria pela frente. Afinal, promover mudanças na educação, em um ambiente há tanto tempo acostumado ao mesmo ritmo, não é algo que deixe um gestor tranquilo. Porque chega um momento em que tudo parece conspirar para não dar certo. É uma espécie de Lei de Murphy. Há de perseverar.

Tempo de plantar

Alguém conhece a parábola do plantador de tâmaras? É bem antiga. 

Conta-se que, há muito tempo, um ancião plantava tâmaras no deserto quando um jovem o abordou perguntando:

- Mas, por que o senhor perde tempo plantando o que não vai colher?

O homem, calmamente, virou a cabeça para ele e respondeu:

- Se todos pensassem como pensas, ninguém colheria tâmaras.

A colheita

O gestor da Educação deve pensar como o ancião das tâmaras. E esse é o caminho trilhado por Adriana, que impôs um novo tempo à educação de Bagé. Ela acredita que o resultado do trabalho de hoje será percebido em alguns anos. O resultado virá e será muito benéfico, segundo seu propósito. Vale dizer que a mudança começou em 2017, mas ainda está em processo.

Melhor Ideb

Chegar ao melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos últimos 10 anos foi um grande feito, não há dúvida. E foi conquistado pela Secretaria de Educação no ano passado. Porém, o mais interessante é a busca pela superação, querer ir além. E quando os alunos acreditam nesse ir além, aí é que vale a pena.

Educar com cultura

Um dos pontos mais altos na política educacional de Adriana Lara é a inserção cultural nas escolas. A opção por mergulhar o estudante em um universo essencial em todos os aspectos: na formação, na vida social, na sensibilidade e na compreensão de mundo, mudou para melhor a concepção de educar em Bagé. 

O aluno e a arte

Aluno escreve livro, compreende a crônica, o conto, o romance, a poesia; aluno aprende música, canta, toca e ouve música clássica; aluno é inserido no mundo mágico das artes plásticas, junto do pintor, do artista, da obra.

Isso é plantar tâmara. 

Transformar na comunidade

Fico feliz quando vejo a Educação inserida na cultura comunitária. Não há como transformar – de verdade – a vida das pessoas se não nas comunidades onde vivem. Inserir a cultura nas escolas é o melhor caminho para transformar a sociedade porque a cultura transforma para melhor.

Libras nas escolas

Bagé criou uma escola polo para alunos surdos.  E toda a escola municipal aprende a linguagem brasileira de sinais, Libras. E aí, conta Adriana, “tu ouves o relato de um aluno que ajudou uma pessoa surda em uma loja da cidade. Isso não tem preço.”

Escolas cívico-militares

Nas próximas semanas começará a funcionar duas escolas cívico militares no município, a partir dos anos finais, do 6º ao 9º, na João Severiano e São Pedro. Um projeto criado em Bagé, novo, pioneiro, e que já está servindo de modelo para outras cidades do Brasil. Entre os objetivos estão a preparação do estudante para o desenvolvimento da cidadania e para o mercado de trabalho.

Instrutores militares

As duas escolas contarão com 10 instrutores militares da reserva. Eles serão responsáveis por desenvolver atividades previstas na proposta pedagógica das duas escolas cívico-militares, como trabalho educativo com ações estratégicas  de orientação sobre ética e cidadania, direitos e deveres, civismo e valores humanos.

Cidadania com disciplina

Também estarão sob a responsabilidade desses instrutores militares a organização de ordem unida, ensaio de hinos, deslocamento entre salas, revisão de uniformes, ordenação de chamadas e horários. Ou seja, cidadania com disciplina.  Incluem-se nas atividades prevenção à violência e ao uso de drogas.

Pontos e prêmios

Nas escolas cívico-militares o horário é ampliado e os instrutores têm formação pedagógica para desenvolver, além do civismo e patriotismo, os aspectos no que se refere à prevenção de conflitos e melhorar a convivência através do cumprimento de normas.

Haverá também línguas adicionais, fichas individuais de acompanhamento para pontuação e premiação dos melhores alunos.

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