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Papo de elevador - 24 de agosto
Publicado em 24/08/2019

Papo de Elevador

Foto: Divulgação/FS

Manoel Machado, o início
O vice-prefeito Manoel Machado, pelo Partido Liberal, concorreu a vereador em 1996, fez 918 votos e chegou à suplência na coligação que uniu cinco partidos e elegeu prefeito Carlos Azambuja. Faltou 40 votos para ser vereador, mas assumiu a Secretaria de Assistência Social. 

 

O maior troca-troca da história
No pleito de 2000, aí, sim, Manoel Luiz Gonsalves Machado conseguiu se eleger, ainda pelo PL. Fez mais 52 votos que quatro anos antes. Somou 970. A legislatura 2001/2004 se caracterizou por um troca-troca de partidos e de lados que não sei se há registro maior na história da Câmara. Dos 21 vereadores, pelo menos 10 aderiram a troca. Vou mostrar esse fenômeno de trocas e volto ao Manoel Machado. 

Mena, Chico Brizola e Sabela
Mário Mena Kalil, do PFL, foi para o PDT e chegou a concorrer a deputado federal; Chico Brizola, eleito pelo PDT, que era situação, como o partido foi corrido pelo PT da prefeitura, virou oposição; Pedro Sabela, do PSDB, que era oposição mudou para o PMDB, aderiu à prefeitura do PT, tornou-se secretário de governo e saiu para ser candidato a prefeito, de oposição, em 2004.  Tem mais.

Adriana, Paulinho e Ubaldo
Adriana Lara, eleita pelo PTB, que concorreu à prefeitura em 2000 com a chapa Clementino Molina e Luís Augusto Lara, prefeito e vice, sem sair do seu partido, aceitou convite para ser da situação como secretária de Assistência Social, em 2003. Os vereadores Paulinho Vesgo e Ubaldo Saraçol, ambos do PSB, elegeram-se como oposição ao PT, que ganhara a prefeitura. Com a entrada do PSB no governo, os dois foram conduzidos à situação. Tem mais.

Era fácil sair 
Silvio Machado eleito pelo PFL foi para o PT; Manoel Machado eleito pelo PL foi para o PFL; 
Ivan Casarteli eleito pelo PMDB passou para o PL; Ricardo Cougo eleito pelo PDT trocou para o PSB; Caio Ferreira eleito pelo PT terminou o mandato no PCdoB; Cláudio Deibler eleito pelo PPB passou para o PDT, depois saiu e concorreu pelo PMDB em 2004, sem conseguir se eleger. 
E tem mais.

Bob, o inusitado
Bob Machado conseguiu a sua eleição pelo PTB em 2000. Em 2004 concorreu pelo PMDB. E foi eleito. E aqui está um fato inusitado, visto que aconteceu antes de encerrar a legislatura que o elegeu pelo PTB e antes de assumir a vereança em 2005 pelo PMDB, seu novo partido. Bob Machado saiu do PMDB e foi para o PPS antes de ser vereador pelo partido que o elegeu.  

Chegada ao PSDB
De volta à trajetória de Manoel Machado. Em 2004, no PFL, fez 978, mas faltou legenda. Graciano Pereira, com 1608 votos, chegou à Câmara pelo partido. Depois disso entrou no PSDB. 

Írio, Machado e Antenor
Na eleição de 2008, o novo tucano Manoel apoiou a candidatura de Antenor Teixeira para prefeito. Ou melhor. Machado seria o vice do candidato do PP à prefeitura, Írio de Los Santos. Mas, Írio andou se acidentando ou se sentindo mal ou não querendo concorrer e entrou em seu lugar Antenor Teixeira. Machado, então, abriu mão da vice. Em seu lugar, o professor Neci acabou indo à disputa como vice de Antenor. Mas a vitória coube a Dudu Colombo.   

A primeira vez
Em 2012, Manoel Machado concorreu pela primeira vez a prefeito de Bagé, enfrentou Dudu Colombo do PT e Adriana Lara do PTB. Não deu. Porém, continuava a caminhada de organizar o tucanato bageense. Luta árdua. Naquele pleito, ele já havia sido indicado para vice de Adriana. Alguém “melou” uma chapa praticamente certa, articulada por Afonso Hamm. 

Vice-prefeito
Em 2016, voltaria a ser candidato a prefeito, não fosse a aproximação com Divaldo Lara e a organização de uma grande coligação que garantiu a Manoel Machado a vice-prefeitura. E, depois de muito tempo, o PSDB conquistava uma cadeira na Câmara de Vereadores com João Schardosin, além de pela primeira vez ocupar o Executivo. 

Decepção tucana
Mas, as decepções na caminhada política fazem coisas difíceis de segurar. Havia uma pretensão de Machado concorrer a deputado federal em 2018. Chegou a organizar o comitê eleitoral no casarão verde em frente à praça de Esportes, pela Sete de Setembro. Organizou a equipe de trabalho. Seu nome estava certo. Porém, o partido, em tratativas de coligação, resolveu que “era melhor não”, “ele não”. E Manoel Machado não foi candidato à Câmara Federal.

Manoel no PSL
Agora, neste segundo semestre, o ex-militar Manoel Machado se acertou com o PSL, o partido de Jair Bolsonaro. Foi uma grande cartada política, reforça-se para repetir a chapa de 2016 em 2020.   

No Palácio do Planalto
Na quinta-feira, dia 22, 22h, Palácio do Planalto. O prefeito Divaldo Lara em um longo papo com Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil do governo federal. Bagé na pauta. A cidade está em alta no Planalto. Está em alta com o presidente Jair Bolsonaro, com o vice e com vários ministros. Este é o momento para reivindicar o que a cidade necessita e abrir os braços oferecendo apoio.
É urgente pensar no amanhã. É urgente fazer hoje. 

 

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