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PAPO DE ELEVADOR - 16 DE OUTUBRO
Publicado em 16/10/2019

Papo de Elevador

Foto: Reprodução/FS

CPI da Barragem
Lendo o processo da Barragem da Arvorezinha, as anotações e recomendações da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR) concluo que com tantos fatos novos, tantas irregularidades e ilegalidades está na hora de reabrir a CPI da Barragem da Arvorezinha. Houve muito desvio para que a Justiça seja esquecida e muita coisa precisa ser esclarecida.

A verdade em milhões 
Acredito que os membros da CPI aberta na Câmara Municipal em 2013 não tenham conseguido mensurar o tamanho do estrago. A obra e o estrago são proporcionais. Hoje, com os pedidos de relatórios, com o processo judicial e as portas da prefeitura e do Daeb abertas é possível compreender a verdadeira intenção dos responsáveis pela construção da barragem. 
Só o desvio de R$ 8,8 milhões já justifica muita coisa.  

Pente-fino geral
Aliás, bom seria abrir outras comissões parlamentares de inquérito, como, por exemplo: CPI da Revitalização e Asfalto da Santa Tecla; CPI das Restaurações dos Prédios Públicos de Bagé; CPI dos Convênios da Prefeitura em 16 anos; CPI dos Precatórios; CPI da Revitalização e Ampliação do Museu Dom Diogo de Souza com Patrocínio da Petrobrás; CPI da Dívida em Dólar junto ao BID; CPI do Achatamento Salarial dos Servidores Municipais... E até a CPI do Consórcio pode ser reaberta pela terceira ou quarta vez. 

“Capitães Cueca”
Haverá quem ache tudo isso muito estranho, que se trata de uma tentativa de intimidar a oposição petista, que o objetivo é atingir o candidato a prefeito do PT, enfim. Não faltarão argumentações contestatórias. Mas, por favor, paremos para pensar. Tem gente que só sabe acusar, tem gente que gosta de pregar moral em trajes de “capitão cueca”. É preciso saber cuidar do telhado de vidro e pagar pelos maus feitos do passado. 

Tarde ou não
Haverá também quem diga que é revanchismo, que não há nada, que passou muito tempo e que agora é tarde. Não duvido que seja tarde e que as pegadas podem ter sido apagadas. Aliás, até os enfeites e adereços de outros natais, que custaram uma fortuna, sumiram misteriosamente. Ninguém viu, ninguém sabe. 

Mal na foto
Vi uma fotografia, num grupo de WhatsApp, da mesa composta na Câmara de Vereadores para o Bloco de Oposição Municipal. O evento ocorreu na quinta-feira passada. Pois observei. Observei e observei para concluir o seguinte: Quem (diga um que seja) gosta, admira e conversa com as pessoas que mais precisam de assistência social e saúde entre os que estão na foto? Quem tem esse compromisso do fundo da alma, arraigado, verdadeiro?

Mantenha a distância
Respondo a pergunta acima, sobre quem gosta, admira e conversa. Nenhum. Não estou com isso afirmando que eles não gostam das pessoas necessitadas. Até gostam. Mas mantendo a distância recomendada. É um querer diferente, porque não há profundidade.  É o gostar da persona intelectual. Ou melhor, pseudointelectual. 
O que mais me irrita no PT (e seus puxadinhos) é essa capacidade de não ser verdadeiro com tanta naturalidade.

Lelinho e Schardosin
Antes de qualquer crítica à gestão municipal, o vereador Lelinho, do PT, deveria visitar a Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer, onde foi secretário até 2016. A diferença é da água para o vinho. Lelinho foi muito ruim. João Schardosin está sendo um exemplo de trabalho e dedicação com resultados concretos.  

Papo veloz
- O prefeito em exercício Manoel Machado foi presença constante e ativa no Parque da Associação Rural durante a 107ª Expofeira.
- Aliás, Manoel tem mostrado uma postura exemplar no comando do Executivo. E faz questão de assinalar sua fidelidade aos princípios e propostas da gestão vencedora nas eleições de 2016.
- Espera-se mais do governador Eduardo Leite. Antes que a oposição da raiva descubra que está na hora do “quanto pior melhor”. 
- Esta coluna continua devendo para o leitor uma nota elucidativa sobre rádios comerciais, comunitárias, piratas e alternativas. Em breve. 

Retratos inesquecíveis de amigos para sempre

Em 1988, José Carlos Teixeira Giórgis concorreu a prefeito de Bagé pelo PDT. Certa feita, estávamos nas proximidades da Estância da Luz quando furou o pneu do seu carro. Participei da equipe de produção audiovisual do candidato e nesse dia fazíamos algumas visitas na periferia.
Pneu furado. O doutor Juca Giórgis saiu do carro. Constatou o furo. Coçou a cabeça. Colocou a mão na cintura e disse:
- Gladimir e agora? Somos intelectuais. Mas vamos ter que trocar esse pneu. 
Restou uma gargalhada. 
Por falar em eleições de 88, jamais vi tanta amizade, antes, durante e depois de um pleito como nesta ocasião entre os candidatos Giórgis e Luís Kalil. Kalil foi o eleito prefeito de Bagé. 
  

 

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