Pandemia e reflexos no agronegócio já são sentidos, aponta Farsul
Publicado em 25/03/2020

Rural

A pandemia causada pelo Covid-19 já teve os primeiros reflexos no agronegócio ainda em fevereiro. Em virtude da sazonalidade, o mês caracteristicamente registra redução dos custos. Entretanto, a alta da taxa de câmbio foi responsável por contrabalancear esse movimento, criando uma estabilidade, conforme demonstra o Índice de Inflação dos Custos de Produção (Iicp) do agronegócio gaúcho. O indicador, divulgado pela Farsul, ontem, registrou uma variação de 0,03% em fevereiro.

O câmbio também influenciou o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelo Produtor Rural (Iipr) que teve uma valorização de 0,96% com aumento nos preços de quase todos os produtos que compõem o indicador, sendo mais acentuada no milho e trigo. No acumulado em 12 meses, o Iipr atingiu 16,66%, o maior percentual desde 2015. Já o IICP teve alta de 0,42%, reflexo da desvalorização no período. O aumento dos custos não foi maior em decorrência da grande oferta de fertilizantes em 2019 gerando a queda nos preços do insumo.

A economista do Sistema Farsul, Danielle Guimarães, alerta que, se mantendo em índices elevados, a taxa cambial irá impactar fortemente nos custos de produção, pois a maior parte dos insumos são importados. "Por outro lado, a variação do câmbio também terá efeitos nos preços", avalia. Danielle lembra que a pandemia não permite fazer projeções a curto e médio prazo do comportamento do mercado.

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